Comércio deverá reduzir em 50% as contratações temporárias
Perspectiva é de que apenas 300 vagas sejam abertas para este fim de ano

O cenário de abertura de vagas temporárias para o comércio neste fim de ano não é favorável aos que buscam a colocação no mercado de trabalho ainda em 2016. Estimativa do Sindicato dos Comerciários de Ponta Grossa e região aponta que o número de contratações deve cair pela metade. Se, no ano passado, a quantidade de postos ofertados chegou a 600, neste, deve ser reduzido a 300. Conforme números do Ministério do Trabalho (Caged), no acumulado dos últimos 12 meses, o número de desempregados aumentou em mais de 1,2 mil pessoas em Ponta Grossa, o que torna ainda mais acirrado o acesso às vagas. Dessas, o comércio foi o grande ‘vilão’: 962 postos foram fechados, sendo 749 apenas neste ano.
“A nossa previsão é de 300 pessoas. O cenário é pessimista, porque a crise está aí ainda. As empresas estão trabalhando enxutas, mas precisam contratar, até pela prorrogação de horários e pelas folgas na hora do almoço. E tem que ter pessoas para os funcionários tirarem as férias em janeiro e fevereiro”, declara João Vendelin Kieltyka, presidente do Sindicato dos Comerciários. Em anos anteriores, algumas contratações eram iniciadas em outubro. Neste, está para a segunda quinzena deste mês e início de dezembro. A perspectiva é de que seja sentida uma retomada a partir do próximo ano, para começar a repor a quantidade que o município tinha de empregados no comércio em anos anteriores.
A Casa China, por exemplo, que possui três lojas em Ponta Grossa, é um exemplo. O gerente Thiago Tominaga afirma que, neste ano, apenas uma pessoa foi contratada por unidade. “Nós já contratamos, em outubro. Em outros anos eram duas ou três pessoas por loja”, diz. Porém reconhece que, se houver a demanda, isso pode mudar. “Vamos ver, vai depender muito de dezembro. Se dar uma melhorada, contratamos mais”, conclui.
John Elvis Ramalho, gerente da Agência do Trabalhador, por sua vez, revela uma visão mais otimista – pelo menos àqueles que irão buscar vagas junto à agência. No ano passado, o registro é de 16 postos temporários oferecidos, valor que deve crescer em mais de 500% neste ano. “Nesta semana captamos as primeiras 15 vagas para o comércio e virão mais. Eu sou um otimista, pretendo chegar a 100 vagas. Talvez não consiga, mas vou buscar elas, e acho que dá. A busca será através do mutirão do emprego, a gente facilita e é um trabalho gratuito”, afirma. Porém reconhece que, ao contrário de anos anteriores, em 2016 vai ter vagas temporárias de 45, 30 e até de 15 dias.




















