Candidatos gastam R$ 4,4 milhões durante campanha
Valor apresenta discrepância entre as receitas e despesas dos postulantes. Eleição de 2016 foi a primeira com limite para gastos e novas regras para arrecadação
Valor apresenta discrepância
entre as receitas e despesas dos postulantes. Eleição de 2016 foi a primeira
com limite para gastos e novas regras para arrecadação
Postulantes ao cargo de vereadores, prefeitos e vice
gastaram juntos R$ 4.416.786 durante a campanha em Ponta Grossa. Somados, os
521 candidatos a vereador no município aplicaram mais de R$ 3,1 milhões na
busca por votos, enquanto prefeituráveis e vices aplicaram juntos R$ 1.145.518
durante os 45 dias de campanha. O valor é substancialmente menor ao gasto nas
campanhas anteriores e o processo de diminuição de despesas é fruto,
principalmente, da mudança das regras eleitorais promovidas na Minirreforma
eleitoral.
De acordo com informações do repositório de dados do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) consultados pela reportagem, os 521 candidatos que
disputavam as 23 vagas no Legislativo Municipal conseguiram arrecadar R$ 3.160.701,52, uma média de arrecadação de pouco
mais de R$ 6 mil por candidato. Em 2016, com as alterações na legislação, os
postulantes a cargos públicos não poderiam, por exemplo, receber doações de
empresas.
Em termos de gastos, os 521 candidatos
que disputaram uma vaga no Legislativo Municipal empenharam R$ 3.271.268,76 durante a campanha – a média de gasto
é de R$ 6,2 mil por cada um dos candidatos. A legislação também previa que cada
um dos candidatos a vereador em Ponta Grossa poderia gastar no máximo R$ 93 mil
e, caso todos os vereadores gastassem o limite do previsto, a disputa pelo
Legislativo custaria R$ 48 milhões na cidade.
Na disputa pelo Poder Executivo, cinco
chapas disputaram o cargo de prefeito e vice-prefeito(a). Somadas as
arrecadações dos postulantes ao maior cargo da administração municipal chegaram
a R$ 958 mil - quem mais arrecadou foi o prefeito reeleito Marcelo Rangel (PPS)
com R$ 391 mil e o candidato que menos conseguiu recursos foi Leandro Soares
(PPL) com a arrecadação de R$ 2,5 mil.
Ainda de acordo com os dados do TSE, em
termos de gastos os cinco prefeituráveis chegaram ao valor de R$ 1,145 milhão
na disputa de 2016 – a cifra é bem menor quando comparada ao aplicado na
campanha de 2012. Na eleição anterior o candidato Péricles de Mello (PT) declarou
ter gasto R$ 2,3 milhões na disputa – o vencedor daquele pleito, Marcelo
Rangel, declarou à Justiça um investimento de R$ 1,4 milhão na disputa de 2012.
Comparado ao permitido pela Lei
Eleitoral, os candidatos a prefeito também tiveram gastos muito aquém do limite
permitido. Contando o valor de R$ 464.517,36 que poderia ser acrescido ao
orçamento dos dois candidatos que chegaram ao segundo turno em Ponta Grossa, a
disputa pelo Poder Executivo no município poderia somar a cobra de R$ 8,6
milhões, no entanto o valor gasto representou apenas 18% do permitido.
Discrepância entre gastos e receitas
Somados os valores arrecadados e
efetivamente gastos pelos postulantes a cargos públicos mostram uma
discrepância preocupante. Na disputa para prefeito e vice, por exemplo, as
cinco chapas declararam terem gasto R$ 187 mil a mais do que o arrecadado. Já
na briga por vagas no Poder Legislativo a diferença é um pouco menor – somadas
as receitas e despesas de todos os 521 candidatos aos candidatos a uma vaga no
Legislativo Municipal, a diferença entre arrecadação e gastos é de R$ 111 mil.