13° salário irá injetar R$ 217 milhões na economia de PG
Valor será pago aos 85 mil trabalhadores com carteira assinada no município. Montante é 11,2% superior ao pago no ano passado

Quase R$ 220 milhões. Esse é o valor que será injetado na economia ponta-grossense com o pagamento do 13º salário aos trabalhadores formais que atuam no município. As estimativas do Escritório Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Paraná. Esse valor é 11,20% superior aos R$ 195,3 milhões liberados aos trabalhadores na cidade ao final do ano passado. A ‘gratificação de Natal’ deverá ser paga pelas empresas até o dia 20 de dezembro, e a perspectiva é de que a maior parte desse valor seja gasto no comércio local.
O percentual de crescimento desse abono no município de Ponta Grossa é superior à média estadual. No Paraná, serão injetados R$ 10,8 bilhões neste fim de ano, montante 8,8% superior ao pago no final do ano passado. Conforme explica o economista do Dieese no Paraná, Fabiano Camargo da Silva, esse incremento ocorreu pela média de salários pagos no município, que teve um percentual de crescimento superior à média estadual nos últimos 12 meses. Isso é reflexo da industrialização e contratações mais especializadas. “Com os inventivos fiscais, novas empresas se instalaram em Ponta Grossa, novas vagas foram geradas e isso impactou diretamente, com a contratação desses novos trabalhadores, jogando para cima a média municipal”, destaca o economista.
Cabe destacar que esse aumento na gratificação ocorreu mesmo com uma redução no número de trabalhadores com carteira assinada, de 87,3 mil para 85,6 mil. O valor do salário, no entanto, saltou de R$ 2.228,16, em média, para R$ 2.533,97, representando um crescimento de 13,7%. No Paraná, essa evolução foi de 11,27%.
José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e região (Sindilojas PG), afirma que o pagamento do 13º reflete diretamente no comércio, porém de forma mais intensa em dezembro. “Neste primeiro momento, o comércio não sente tanto. Como metade é pago agora e a outra metade em dezembro, o pessoal agora paga as dívidas, para deixar as contas em dia. Sentimos mais na segunda parcela, em que o dinheiro vai direto para o comércio”, declara. Entre os setores do comércio, ele explica que o mais beneficiado é o de vestuário, seguido pelo de eletroeletrônicos e móveis.
O economista do Dieese, no entanto, chama a atenção da necessidade para o planejamento. “Além do pagamento de dívidas, para quitar aquelas com os juros mais altos, recomendamos que o trabalhador guarde um pouco. No começo de ano há uma série de dívidas, e, às vezes, as famílias não planejam, e começam o ano endividadas”, conclui.
Telêmaco Borba tem a maior elevação dos valores no Paraná
Entre os 40 maiores municípios do Estado do Paraná, Telêmaco Borba, na região dos Campos Gerais, foi o que apresentou o maior crescimento no valor pago no 13º salário. Neste ano, serão injetados R$ 53 milhões, valor que representa uma alta de 27,6% em relação ao ano passado. Isso é reflexo do número de trabalhadores formais, que também teve a maior alta do Estado. “A alta no 13º foi de 27,6%, em função das obras da Klabin. O número de emprego, em percentual, também foi o que mais cresceu”, explica.
Entre os outros municípios da região, Castro também acumulou uma alta no número de trabalhadores, porém sem crescimento na remuneração média. A gratificação natalina injetará R$ 37,5 milhões na economia local, valor 9,6% superior ao registrado no ano passado. O levantamento traz, ainda, os municípios de Irati, onde o 13º trará uma renda extra de R$ 22,5 milhões aos trabalhadores, e Prudentópolis, onde a injeção será de R$ 12 milhões.
Valor pago no Brasil atinge R$ 197 bi
No Brasil, a estimativa é de que o 13º movimente R$ 197 bilhões. Para fazer o cálculo, o Dieese leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e informações da Previdência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN)





















