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Após determinação da Justiça, policiais civis encerram greve

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Andre Packer

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Policiais civis já retomaram as atividades em toda a região dos Campos Gerais. Armas com defeito, viaturas sucateadas, coletes balísticos vencidos e falta de pessoal devem prejudicar serviços.

                Após receber a notificação do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) na tarde de terça-feira (1°), os policiais civis encerraram a greve no Paraná. Em Ponta Grossa e nos Campos Gerais, as faixas do movimento já foram retiradas e as atividades foram normalizadas. A decisão da Justiça considerou a greve dos policiais ilegal e ordenou o retorno imediato das atividades. Desde então, o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) adotou a operação ‘Cumpra-se a lei’ para encerrar a paralisação. A greve dos policiais civis teve início no dia 10 de outubro.

                “O cumpra-se a lei refere-se também ao cumprimento em relação ao trabalho dos policiais. Ou seja, os policiais que trabalham sem material adequado, ou sem um colete balístico, não realizarão as atividades consideradas de risco”, explica o diretor do interior do Sindicato, Elter Taets Garcia. O Sinclapol entende que os policiais também devem andar dentro da legalidade, assim as viaturas com algum tipo de defeito serão encostadas até que o Governo do Paraná regularize a situação.

                Atualmente, a Polícia Civil é composta por 500 unidades em todo o Estado do Paraná. De acordo com Elter, o Paraná deveria ter 2 mil delegados, 2 mil escrivães e 8 mil investigadores para atender toda a população do Estado, ou seja, 12 mil policiais no total. Pouco mais de 4 mil policiais civis realizam o trabalho atualmente. “Em alguns locais os policiais acabam desenvolvendo atividades que é prerrogativa do delegado. Temos um problema muito grande relacionado ao número de pessoal”, conta o representante do Sinclapol.

                Armas com defeito, viaturas sucateadas e coletes balísticos vencidos são alguns dos problemas da Polícia Civil do Paraná atualmente, de acordo com Elter. Os policiais que não contarem com os equipamentos regularizados não realizarão atividades de risco, segundo o Sindicato.

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