Denunciado pela CPI é preso depois de 10 anos

Os advogados do ex-chefe da Divisão Financeira da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Gabriel Inácio Kravchychyn, único preso até o momento pela CPI das Universidades - instaurada em 2004 -, devem entrar com um recurso na Justiça para colocar seu cliente em liberdade. “Ainda estamos estudando [quais serão as próximas providências]. Mas já conseguimos a readequação da pena e também a progressão do regime”, assinala o advogado Ivo Péricles Caldas, que defende Kravchychyn juntamente com Euclides Sérgio Ribas Caldas.
O ex-chefe da Divisão Financeira da UEPG foi condenado, inicialmente, a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado. “Foi condenado pela prática, por 90 vezes, do crime de peculato”, dizia a sentença inicial. Os advogados, no entanto, conseguiram reduzir a pena para 7 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão e também a progressão para o regime semiaberto. De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná, Kravchychyn está preso desde o dia 06 de fevereiro deste ano e cumpre pena no Centro de Regime Semiaberto de Ponta Grossa (Crapg).
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o ex-chefe da Divisão Financeira da UEPG teria “agido em conluio com o seu subordinado [e corréu] Darci Santos, que chefiava a Seção de Receitas e Pagamentos (SRP). Juntos, e contando com o apoio do corréu Nadir Laidane [que era então o Pró-Reitor para Assuntos Administrativos], teriam desviado entre R$ 600 mil e R$ 1.188 mi, no período de abril de 1998 a junho de 2003”. De acordo com a denúncia, eles se apropriavam dos valores arrecadados pelos vários órgãos da UEPG ou oriundos de fontes externas, ao invés de efetuar o depósito no caixa da instituição.
Ainda segundo a denúncia, “para dissimular o desvio do numerário arrecadado em espécie, era feita uma manobra contábil, transferindo valores que constavam do caixa da universidade, que eram creditados nas contas dos órgãos arrecadadores. Já para ocultar o desvio das verbas oriundas de fontes externas (mormente de particulares), eram eliminadas as vias dos documentos de arrecadação que deviam, ao invés, permanecer arquivados na SRP”.
Informações do Jornal da Manhã.





















