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Docentes da UEPG decidem manter greve

Na votação, 53 votaram contra a greve e 146 foram favoráveis.

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Dhiego Tchmolo

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Na votação, 53 votaram contra a greve e 146 foram favoráveis.
Na contramão de outros movimentos grevistas pelo Paraná, como o dos professores da rede estadual de ensino que suspenderam a mobilização na última segunda-feira, os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) optaram por manter a manifestação iniciada no último dia 13. Hoje a greve completa 21 dias corridos. 

A decisão ocorreu em assembleia geral extraordinária ocorrida durante toda à tarde de terça-feira, no auditório do campus Central da Instituição. Foram 53 votos contrários e 146 favoráveis a manutenção da greve. Ao todo, participaram da assembleia 199 professores. A UEPG possui 916 docentes.

Durante o encontro, os participantes puderam fazer o uso da palavra e defender os respectivos posicionamentos. Conforme o Sinduepg, um dos principais motivos da paralisação é o envio de uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. A proposta foi encaminhada pelo Governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e torna sem efeito a Lei 18493/2015, editada ao fim da greve de 2015, que prevê a reposição das perdas inflacionárias.

No ano passado, a instituição registrou duas greves, o que, ao todo, resultou em 98 dias sem aulas. O calendário acadêmico chegou a ser suspenso e só foi totalmente reposto em março de 2016. A presidente do Sinduepg, Rosangela Maria Silva Petuba, não foi encontrada pela equipe do Jornal da Manhã até o fechamento da edição para comentar a decisão.

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