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Professores avaliam nova proposta do Governo

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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Os professores da rede estadual de ensino receberam ontem (28/04) uma nova proposta do Governo do Estado para o fim da greve da categoria - os profissionais da educação estão de braços cruzados desde a última quarta-feira (23/04). O comando de greve da categoria recebeu uma primeira proposta do governo do Estado que foi considerada como "insuficiente" e o novo parecer do Governo será analisado hoje (29/04) em Assembleia Estadual da categoria, realizada em Curitiba.

A nova proposta feita pelo Governo contempla os itens tidos como fundamentais pela categoria, como os professores PSSs, Educação Especial e Plano de Saúde. Pelo Facebook, Marlei Fernandes, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), convocou os professores para a passeata de hoje. "Estamos em greve. Boa viagem a todas as companheiras e companheiros. Faremos uma Marcha histórica em defesa da Educação Pública, da nossa pauta, das(os) Trabalhadoras(es)", escreveu Marlei.

Os professores farão uma passeata pelo Centro Cívico de Curitiba e depois se reúnem em assembleia estadual para decidir os rumos do movimento grevista - a APP-Sindicato estima 90% de adesão em todo o Paraná.

Confusão e Polícia

O comando de greve da categoria em Ponta Grossa está alocado em frente ao Colégio Regente Feijó, na região central da cidade. Professores e alunos que apoiam a greve tem feito protestos em frente ao Colégio durante todo o dia - as manifestações tem causado reclamações de moradores e de alguns professores que não aderiram ao movimento grevista.

João Meyer procurou o Jornal da Manhã para reclamar da situação. Por e-mail, Meyer destacou:

O que é preocupante é o comportamento de parcela destes professores, reunidos em frente ao Colégio Estadual Regente Feijó, procurando forçar os colegas do colégio a aderirem à greve. Mas de que modo? Produzindo um barulho infernal e contínuo com o uso de buzinas a ar, durante o dia todo, das 08,00 às 19 horas, para assim impossibilitar que os colegas consigam realizar o seu trabalho. Ao proceder desta maneira, violam o sossego público produzindo, continuamente, um buzinaço cujo volume é acima de 100 decibéis, muito além do permitido, afrontando a lei e causando um desconforto terrível aos moradores de prédios vizinhos, entre os quais, pessoas de idade avançada e alguns portadores de enfermidades, ao comércio local, pontos de táxi, e desrespeitando a Igreja do Rosário.


Ação Policial

A professora Valdirene Sarafin postou no YouTube um vídeo que mostra a ação policial em frente ao Colégio Estadual Regente Feijó. A professora questionou o real 'interesse'. "Durante manifestação pacífica, policiais chegam alegando terem sido chamados pelos vizinhos e pedem para diminuir o barulho, além de dizer que viriam mais viaturas se não acatassem o pedido. Barulho na Copa, em jogos, carros políticos...tudo pode?", questionou a professora.

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