Cadeia de PG abriga 757 presos e bate novo recorde | aRede
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Cadeia de PG abriga 757 presos e bate novo recorde

Presídio Hildebrando de Souza atinge novo recorde de superlotação: Foto: Renato Borges
Presídio Hildebrando de Souza atinge novo recorde de superlotação: Foto: Renato Borges -

Andre Packer

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Cadeia Municipal Hildebrando de Souza possui estrutura para abrigar 207 pessoas. Atualmente 757 detentos vivem no presídio.

                A Cadeia Municipal Hildebrando de Souza (foto Renato Borges) bateu um novo recorde de superlotação de presos. O espaço adaptado para receber 207 presos atualmente abriga 757 detentos – a marca é de mais de três pessoas para cada espaço. De acordo com os dados do Mapa Carcerário do Paraná, entre os dias 4 e 5 de outubro o Cadeião recebeu 90 novos detentos. Nos dias 19 e 20, a superlotação atinge a marca histórica de 757 presos. Nesta quinta-feira (27), o Hildebrando voltou a abrigar o número recorde com um excedente de 550 pessoas.

                A superlotação em presídios não é exclusividade de Ponta Grossa, mas um problema em todo o Paraná. O Sistema Penal do Estado possui estrutura para abrigar 18.403 detentos. Nesta sexta-feira (28), o excedente no sistema carcerário é de 27.381, ou seja, as cadeias abrigam 148% pessoas a mais do que o ideal. Com isso, os percentuais de presos ressocializados, estudando e trabalhando chegam a um número mínimo. A taxa de ressocialização nos presídios do Paraná é de 6%, enquanto apenas 2% dos presos estudam e 4% trabalham.

                A presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Petruska Niclevisk Sviercoski, explica como a superlotação dos presídios reflete na falta de segurança dos municípios. “Como não temos vagas no sistema carcerário, o Judiciário se obriga a colocar as pessoas nas ruas. O que vemos hoje são mutirões penitenciários realizados em todo o Paraná para colocar tornozeleiras eletrônicas nos presos. Essas pessoas deveriam estar presas, mas estão nas ruas”, aponta Petruska.

                Duas obras para reduzir a superlotação em Ponta Grossa seguem paralisadas atualmente. A ampliação da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG) e a construção da Casa de Custódia são projetos do Governo do Estado. “A solução para o problema da superlotação é a construção desses projetos. O poder público não quer investir nisso. O dinheiro para essas obras já está na conta, mas as obras não acontecem. Qual o interesse do poder público em segurar esse dinheiro?”, destaca a presidente do Sindarspen.

                A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária foi procurada pelo Portal aRede para se posicionar sobre quais medidas serão tomadas para reduzir a superlotação no Presídio Municipal Hildebrando de Souza.

PG pode ter celas modulares

                Deputados estaduais de Ponta Grossa e o Conselho de Segurança se reuniram no último dia 17 com representantes da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária para solicitar medidas do Governo do Estado em relação ao município. Uma das possibilidades apresentadas para o problema da superlotação é a instalação de Unidades Modulares de Concretos para acomodar os detentos. O secretário Wagner Mesquita fez questão de explicar que esse modelo de cela não tem relação com os containers que já foram experimentados anteriormente.  “Os módulos são uma solução mais barata e que a curto prazo pode ser feita para aliviar a superlotação, enfatizou. A foto da reportagem é de autoria de Renato Borges

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