Greve na educação agita discussões na Câmara
A greve dos professores da rede estadual de ensino no Paraná pautou as discussões durante a sessão de hoje (23/04) na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Vários vereadores se disseram "revoltados" com a postura do Governo do Estado diante da categoria. Vera Rosi Lopes, representante Sindical da categoria em Ponta Grossa, esteve na Câmara e discursou na tribuna.
Vera é presidente do núcleo regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP) e conta que adesão nos municípios dos Campos Gerais chega a 90%. "A greve só acaba quando o Governo do Estado apresentar uma proposta concreta para a categoria. A proposta vai ser analisada em assembleia para assim sabermos se a greve acaba ou não. Nós só queremos que o Governo cumpra a lei", criticou Vera.
Vereadores criticam demora
Durante o uso da tribuna, vários vereadores criticaram a demora do Governo do Estado em apresentar uma proposta efetiva aos professores. Um dos parlamentares que questionaram o posicionamento do governador foi Pietro Arnaud (PTB). "Os professores se organizaram para dizer que no Estado do Paraná há uma grande insatisfação com a situação da categoria e eu apoio o movimento grevista que é mais do que legítimo", conta Pietro.
Outro parlamentar que fez uso da tribuna para falar sobre a greve foi o presidente da Câmara, Aliel Machado (PCdoB). Segundo o vereador, o Governo do Estado deve dar atenção especial para a situação (já que esse ano o calendário estudantil ficou 'menor'). "Nós temos que lembrar que esse ano temos eleições e outros eventos no país e isso interfere no calendário das escolas. O governo deve fazer propostas e cumpri-las, já que quem acaba prejudicada é a população", explicou Aliel.
Diálogo com o Governo
Já o vereador Daniel Milla (PSDB), também se solidarizou com a greve dos docentes e funcionários da Educação, mas disse que cabe aos representantes da cidade estreitarem o diálogo. "Marquei uma reunião com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná para tratar dos assuntos e fazer com a situação se normalize", explicou Milla.
Índices de adesão
Segundo os representantes da APP-Sindicato, nos Campos Gerais a greve teve adesão de pelo menos 90% dos professores da rede estadual de ensino. Em outras regiões do Estado, o índice de adesão a grave também seria de 90%.





















