Comida azeda e com pregos pode ter detonado a rebelião
Em entrevista exclusiva ao portal aRede, o agente administrativo Luciano Bahrnet, reproduziu com detalhes os principais acontecimentos registrados no interior do presídio Hildebrando de Souza, na manhã e tarde de quarta-feira (16), quando estourou uma das mais tensas rebeliões nesta unidade carcerária. Ainda se recuperando dos efeitos de ter sido mantido refém por aproximadamente oito horas, ele aguarda notificação do Estado para retornar ao trabalho. No entanto, admite estar com medo e temer um novo fato dessa natureza.
Bahrnet estava no setor de triagem, quando foi rendido pelos detentos do Hildebrando de Souza. Durante todo o tempo em que permaneceu como refém dos criminosos, disse ter medo de morrer e que pensava muito em sua família. Ele falou também que em nenhum momento sofreu ameaça psicológica ou agressão física, e que os presos demonstravam respeito por ele.
Nesta entrevista, o agente administrativo afirma não saber se houve algum motivo específico para a eclosão do motim. Sabe, contudo, que a superlotação seria um desses motivos. Na pauta de reivindicações que os presos entregaram para a comissão de Direitos Humanos da OAB, haveria também a denúncia de que o Estado estaria servindo comida azeda e com pregos aos detentos. Sobre essa questão, ele disse não poder confirmar ou desmentir.
A rebelião de oito horas teve com saldo a destruição parcial da unidade carcerária. As obras de reforma foram realizadas imediatamente. No dia seguinte ao motim, o governo estadual anunciou o início das obras de uma nova cadeia pública em Ponta Grossa. Essa unidade deverá ser construída ao lado da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa.





















