Detentos que destruíram celas serão acionados na Justiça
A situação na Cadeia Pública Delegado Hildebrando de Souza foi normalizada depois de um um motim de oito horas. Um agente penitenciário foi feito refém por volta das 10h30 da manhã de ontem e os presos da triagem e das alas 3 e 4 da cadeia começaram o motim. Ainda ontem (16/04), os funcionários da cadeia começaram a limpeza da triagem e dos danos à estrutura da Cadeia - a Polícia Científica esteve no local e tenta identificar os responsáveis pelos danos.
Segundo Bruno Propst, diretor da Cadeia, os responsáveis pelo quebra-quebra devem ser acionados na Justiça por depredação do patrimônio público. "A Polícia Científica esteve aqui porque houve danos a um patrimônio do Estado. Agora estamos trabalhando para identificar os responsáveis", explicou o diretor.
Feridos e superlotação
Bruno também ressaltou que ninguém saiu ferido - nem o agente feito refém, nem os presos amotinados. "Mesmo com a situação tensa, nós tivemos o controle durante todo o momento. O Siate estava no local como procedimento padrão de prevenção", contou Bruno.
A principal reivindicação dos presos amotinados na triagem dizia respeito a superlotação do local - são 60 pessoas em um local planejado para 20 detentos. "Na triagem as regras são mais rígidas, justamente para o indivíduo se adaptar ao ambiente carcerário", explicou o diretor,
Bruno contou que os amotinados pediam regalias na triagem, como a entrada de cigarros e 'sacolas' - mantimentos enviados pelos familiares para reforçar a alimentação do preso.
Alimentação deficiente
Outro pedido dos amotinados era a melhoria e o reforço da alimentação. Segundo Bruno, como a cadeia segue superlotada (são 617 presos em um local planejado para no máximo 208 pessoas) a alimentação dos detentos também acaba prejudicada. "Nós temos conseguido algumas melhorias desde que assumimos a direção. Mas como o presídio abriga muito mais gente do que o ideal, os serviços também não são realizados de maneira ideal", argumentou Propst.
Armas brancas
Depois que os presos resolveram se render pacificamente, o Pelotão de Choque da Polícia Militar começou o processo de verificação - popularmente conhecido como bate grade. Na verificação, duas armas brancas - conhecidas como estoque - foram encontradas junto com os presos.





















