Câmara de Vereadores é depredada após sessão da CPP contra Rangel | aRede
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Câmara de Vereadores é depredada após sessão da CPP contra Rangel

Cadeiras e placas foram depredadas após votação
Cadeiras e placas foram depredadas após votação -

Dhiego Tchmolo

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Cadeiras foram furadas com facas e placas com o nome dos parlamentares foram entortadas.

Após a polêmica sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (24), onde os parlamentares votaram contrários a instauração de uma Comissão Processante Permanente (CPP) contra o atual prefeito Marcelo Rangel (PPS), várias incidências de depredação e vandalismo foram notadas na abertura da Casa de Leis na manhã desta terça-feira (25). 

No plenário da Câmara, as cadeiras do presidente da Casa, Sebastião Mainardes (DEM) e do vereador Daniel Milla (PV) foram furadas com facas, tanto no assento quanto no encosto dos móveis. As placas que contém o nome de ambos os parlamentares também foram entortadas, assim como outras quatro cadeiras que ficam atrás do lugar de Milla no plenário.

Os ataques específicos aos vereadores vêm após o mandado de segurança de Milla, expedido pela juíza Jurema Carolina da Silveira Gomes, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, na manhã desta segunda-feira, que trazia o princípio de simetria para que a votação tivesse quórum de dois terços dos vereadores para instalar a CPP e não maioria absoluta ou dos presentes como havia sido discutido anteriormente. Mainardes, como impetrado e presidente da Câmara, foi quem acatou a sentença da juíza.

Outros locais da Câmara também sofreram o ato de vandalismo: papeis higiênicos e seus recipientes foram jogados nos vasos sanitários dos banheiros. A depredação também se deu nos fios das linhas telefônicas que foram arrancados e fizeram com que muitos ramais da Câmara fossem comprometidos nesta terça-feira. Algumas cadeiras da galeria, onde fica o público, também sofreram algumas avarias.

O presidente da Casa, Sebastião Mainardes, ainda comentou sobre indivíduos que forçaram a porta do gabinete de Milla e comprometeram a fechadura do espaço, tendo que ser trocadas nesta terça-feira. Sobre o vandalismo, Mainardes aponta que as cadeiras depredadas eram novas e que, apesar do desrespeito a Casa de Leis, os prejuízos não foram muito grandes. “Atos de vandalismo eu sou totalmente contra, porque aqui o patrimônio não é meu, é público”, comentou.

Com os atos ocorrendo após o fim da sessão, não será possível a utilização das câmeras do plenário. Contudo, o presidente afirma que um dos seguranças viu um indivíduo saindo do local após a sessão encerrada e que ele irá ter acesso as imagens da sessão para identificar o suspeito. “Vamos procurar o cidadão e, posteriormente, tomar as medidas cabíveis, enviando para a polícia. Não posso admitir esse tipo. Os vereadores estão no direito constitucional e no trabalho deles de usarem a palavra. Eu acho que as pessoas tem que ser responsabilizadas”, finaliza Mainardes.

Milla esclarece ação na Justiça

Daniel Milla, em contato com a reportagem do Jornal da Manhã, esclareceu os motivos que o levaram a entrar com o mandado de segurança. “Como a juíza aponta, é o princípio da simetria, ou seja, as leis federais tem uma hierarquia superior ao Regimento Interno (da Câmara). Foi assim com a Dilma, por que não seria assim aqui?”, comentou. Milla explica que para haver fundamento na denúncia, deveria ser aberta uma Comissão Especial de Investigação (CEI) ou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O vereador reitera que, caso a denúncia do vereador Antonio Laroca Neto (PDT) passasse pelo plenário, seria derrubado por uma liminar posterior do prefeito Marcelo Rangel por não seguir o rito processual necessário. “isso foi apenas um erro de formalidade, que se fosse para o Tribunal de Contas seria resolvido. O problema é tentar forçar uma CPP na última semana de campanha eleitoral. Qual é o verdadeiro desejo por trás disso?”.

Vereador comenta

O vereador Milla, que teve sua cadeira e placa do plenário vandalizados, comentou que durante a sessão palavras de ordem que faziam referência a ocupação e ameaças diretas foram constantemente ouvidas pelos vereadores. “Eles queriam a democracia deles. Tentaram quebrar meu gabinete, coagiram meus assessores” explica Daniel Milla.

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