Brennand irá investir mais de R$ 700 mi em Itaiacoca | aRede
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Brennand irá investir mais de R$ 700 mi em Itaiacoca

Representante da empresa detalhou o EIA/RIMA do empreendimento
Representante da empresa detalhou o EIA/RIMA do empreendimento -

Fernando Rogala

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Apresentação do projeto ocorreu na Câmara, na tarde de ontem, a convite do Conselho do Meio Ambiente.

O Grupo Brennand, que atua no ramo da industrialização de cerâmicas, cimento e geração de energia elétrica, revelou, nesta terça-feira, em Ponta Grossa, detalhes sobre o empreendimento projetado para ser construído entre o Distrito de Itaiacoca e o município de Campo Largo. A apresentação, com o detalhamento dos impactos ambientais (EIA/RIMA), foi solicitada à empresa pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente – Comdema na Câmara Municipal de Ponta Grossa, aberta ao público. “Eles apresentaram o projeto, o que seria a intenção deles em relação à instalação da empresa na região”, destacou Caroline Schoenberger, presidente do Comdema. O investimento será de mais de R$ 700 milhões, aplicado em três anos estimados para a construção.

Denominado como um ‘Complexo Mineroindustrial’, o investimento inclui uma unidade industrial para a produção de cimento e a extração mineral de calcário e argila, realizado pela Mineração Delta do Paraná, um dos ‘braços’ da Brennand. Conforme a apresentação do projeto, realizada pelo gerente de meio-ambiente e responsabilidade social da empresa, Murilo Cesar Laurindo, somente na fase de instalação, serão movimentadas mais de 2,5 mil vagas de emprego, sendo 600 diretas e 2 mil indiretas. Já durante a fase de operações, serão 100 vagas diretas e 400 indiretas.

A exploração ocorrerá numa área de 210 hectares (duas cavas, uma do lado de Ponta Grossa e outra de Campo Largo) onde, foram obtidas as reservas lavráveis da ordem de 306 milhões de toneladas de calcário e 28 milhões de toneladas de argila– capacidade a qual possibilita a exploração por 134 anos. Somente a área fabril ocupará uma área de 27 hectares em território ponta-grossense. Gustavo Ribas Netto, integrante do Comdema, revelou que muitos questionamentos foram colocados à empresa, como, principalmente à logística, impacto à população local, poluição, entre outros. “Eles fizeram esclarecimentos e anotaram os apontamentos”, explicou.

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