Polícia procura criador da página no Facebook ‘Santinhas de PG’

Um inquérito policial foi instaurado pela Polícia Civil de Ponta Grossa para identificar e responsabilizar o criador da Fanpage “Santinhas de PG”, que trazia fotos de garotas ponta-grossenses, que supostamente são adolescentes, apenas com roupas íntimas e em posições sensuais, juntamente com comentários de alto teor sexual. Some-se ainda, as conversas publicadas no site e também vídeos de masturbação feminina. A página, que foi criada no dia 26 de março tinha 927 curtidas até o meio-dia de ontem, acabou sendo retirada de circulação na tarde de ontem, após as denúncias virem à tona.
O responsável pela página fez algumas publicações com um pedido público para que as meninas ‘mandassem suas fotos’ garantindo que os nomes não seriam revelados. Várias pessoas que tiveram acesso ao conteúdo da página mostraram sua indignação, tanto pelo teor apelativo das postagens, pelas fotos ousadas e por mostrar adolescentes. Ontem, uma adolescente que teve a imagem exposta na rede social entrou em contato com o Jornal da Manhã e contou o modo de ação do dono da página. “Ele invade os ‘faces’ ou fica um tempo se passando por ‘o cara perfeito’ as meninas se iludem e mandam fotos para agradá-lo”, revelou a menina, que afirma ter 16 anos e que deve ser ouvida pela Polícia.
“Eu estava na página também e estou passando por muitas crises. Ele tem que pagar. Tenho muitas informações sobre o próprio”, revelou ela, que disse ter contado a mãe sobre o acontecido. “Está arrasada também”, definiu. A delegada-adjunta da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Maria Sviercoski, informou que um inquérito será instaurado. “Vamos juntar os depoimentos, as fotos publicadas no site, e encaminhar um ofício para o Nuciber [Núcleo de Combate aos Ciber Crimes] nos dar um apoio nas investigações e também um ofício à Delegacia da Mulher, informando do inquérito”, explicou a delegada. “Como é um caso que envolve adolescentes, pode ser considerado como crime de pedofilia. O responsável pela página pode pegar pena de até oito anos de reclusão”, acrescenta.
Informações do Jornal da Manhã.





















