MP investiga denúncias contra professores da UEPG

O Ministério Público de Ponta Grossa, através da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, instaurou um Inquérito civil público para investigar os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O objetivo do órgão é realizar um raio X do quadro de docentes da instituição com informações que vão desde o regime de trabalho até a cidade em que eles residem. Para isso, o órgão oficiou a reitoria e as 69 coordenadorias de curso da UEPG um documento exigindo as seguintes informações: o local da residência de cada um dos professores; o controle da carga horária de cada um deles, especialmente os que estão contratados em regime de TIDE; como funciona o controle de faltas; e, ainda, se o controle de presença é realizado de maneira manual ou digital.
O objetivo da Promotoria é analisar se os professores cumprem a carga horária para qual foram contratados e, também, se o sistema de controle de cada departamento é funcional. Depois de finalizada essa primeira etapa, que visa identificar possíveis irregularidades, o órgão vai determinar uma linha de ação investigativa. O ofício com a solicitação das informações foi encaminhado à UEPG no dia 12 de março deste ano e dá 60 dias de prazo para a instituição encaminhar a documentação. O procedimento investigativo foi instaurado pelo Ministério Público para averiguar as denúncias recebidas pelo órgão de que professores da instituição ocupavam cargos públicos irregularmente; moram em estados como São Paulo e Santa Catarina; não cumprem a carga horária para qual foram contratados e, ainda, desempenham atividades em outras instituições de ensino superior de forma irregular.
A UEPG informou que, de fato, recebeu a solicitação do Ministério Público, no sentido de informar sobre o regime de trabalho, formas de controle de frequência e atividades complementares dos docentes da instituição. “Como o Ministério Público deu prazo de 60 dias para envio das informações, esse processo está em trâmite. A solicitação foi encaminhada aos departamentos de ensino que, efetivamente, realizam o controle de frequência e atividades dos professores lotados em cada unidade. Tais informações serão juntadas a dados funcionais dos docentes para envio ao Ministério Público, no prazo estipulado”, informou a UEPG
Informações do Jornal da Manhã.





















