Desempenho do comércio de PG é o segundo melhor do Paraná

No acumulado de janeiro a agosto, comércio de Ponta Grossa registra vendas inferiores apenas à região oeste .
O comércio ponta-grossense apresentou uma queda de 3,2% em agosto, se comparado com o mesmo mês no ano passado. Mas, ainda assim, a cidade mantém-se como a segunda melhor colocada entre os sete maiores polos comerciais regionais do estado, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio, realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR). No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, há uma retração de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o levantamento, divulgado ontem.
José Loureiro, presidente do sindicato do comércio varejista, reconhece que as vendas deveriam estar melhores. Mas, dentro do contexto, do cenário e estadual e nacional, faz uma avaliação positiva do desempenho regional. “Apesar de estar em queda, o comércio não sentiu tanto quanto outras regiões. Foi negativo nos números, mas é positivo, pois foi um dos que menos caiu”, alega. Ele lembra que o que mantém é a industrialização, e destaca que, os setores que estão mais negativos, são de bens supérfluos, como veículos, móveis, calçados. “Já nos mercados, em conversa com um empresário, ele contou que as pessoas estão deixando de comprar o arroz mais caro e opta pelo mais barato. A mercadoria mais cara está ficando na prateleira”, completa.
Além dos supermercados, apenas um segmento registra vendas acima do ano passado: o de autopeças, com alta de 6,1%. O empresário do setor, José Rodrigues Filho, proprietário do ‘Zezo Autopeças’, reconhece que essa é a media de crescimento em relação ao ano passado. “Não tivemos um grande crescimento, mas estamos mantendo essa média de 5%, 6% e 7% em relação ao ano passado”, resume. Ele atribui a alta ao mercado em recessão: com a queda na venda de carros novos, os proprietários acabam gastando na manutenção do que possui. “Hoje, quem não pode comprar um carro, tem que arrumar. Antes, a pessoa pensava ‘vou trocar de carro, então não vou fazer tal coisa que precisa’. Mas isso mudou, e hoje faz o que é necessário. E, com um comercial, uma mídia, conseguimos aumentar mais as vendas”, diz.





















