Justiça condena hospital e médico por morte de bebê

O juízo da 4ª Vara Cível de Ponta Grossa julgou procedente ação de indenização por danos morais e condenou o Hospital Evangélico e o médico Dario de Melo Jr. a indenizarem por danos morais ao casal Renato e Ana Karla Greskiw, no valor de R$ 270 mil pela morte do filho.
Conforme informaram os advogados Fernando Madureira e Claudio Correa, que representam a família Greskim, em 2010 o casal foi atendido na maternidade, pois Ana Karla se encontrava em trabalho de parto. O médico pediatra, Dario de Melo Jr deixou de realizar a um procedimento padrão pós-parto, qual seja de verificar se todos os orifícios da criança eram perfurados. Dois dias depois, constatou-se que o ânus era imperfurado, ou seja, não poderia dar vazão às fezes.
Encaminhado ao Hospital Bom Jesus, o menino Eduardo veio a falecer vítima de infecção generalizada.
Na sentença, o juiz considerou que ‘não há anotação no prontuário assinado por referido médico, qualquer observação quanto à constatação da anomalia de ânus imperfurado, ao contrário, referido médico atestou o estado geral do recém-nascido como regular. Ainda, segundo o magistrado, ‘o réu foi negligente ao abster-se de anotar no prontuário médico a constatação do problema de ânus imperfurado’.
Madureira esclareceu que os erros praticados por médicos e a má prestação de serviços nos hospitais que causam o óbito ou graves problemas aos pacientes são mais comuns do que parece. E como para embasar uma condenação no caso de erro médico em regra é necessário pericia, a qual deve ser realizada por outro médico, há o corporativismo da classe onde eles se “protegem” e tentam as vezes apresentando pericias inconclusivas esconder os erros dos colegas. Acabando assim, por dificultar a prova dos fatos perante o Judiciário levando a impunidade dos maus profissionais.
O Hospital Evangélico foi condenado solidariamente com o médico a indenizar o casal, pois na qualidade de prestador de serviços responde objetivamente pelos danos causados. Da sentença ainda cabe recurso.
O portal aRede mantém contato com o médico e a direção do hospital para a manifestação deles sobre a decisão da Justiça.





















