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Lovato nega "falta de ação" da GM em morte de empresário

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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O secretário de Cidadania e Segurança Pública de Ponta Grossa, Ary Lovato, negou uma possível "falta de ação" da Guarda Municipal no episódio que tirou a vida de Rodrigo Carneiro da Silva, 29. O empresário morreu depois de ser agredido na madrugada de segunda-feira (24/03) na esquina das ruas Saldanha Marinho e Balduíno Taques, região central da cidade.

Câmeras de monitoramento da Guarda Municipal flagraram toda a confusão que começou em um posto de gasolina da região. Rodrigo foi agredido por um grupo de cinco pessoas - a Polícia Civil ainda investiga a motivação da briga. Depois de ser atingido, o empresário cai e acaba fraturando a coluna vertebral - uma equipe do Siate chegou a socorrer Rodrigo, mas o empresário já estava em óbito e foi levado direto ao Instituto Médico Legal (IML).

Segundo Ary, o que aconteceu com Rodrigo foi uma fatalidade. "A própria filmagem mostra que toda a confusão durou alguns segundos. Mesmo que o guarda municipal tivesse abandonado o monitoramento e ido atender a ocorrência, não haveria tempo hábil de chegar ao local e para a briga", contou Lovato. A base da Guarda Municipal fica a duas quadras do local da briga.

O secretário também afirmou que na mesma noite em que Rodrigo morreu, a guarda autuou 27 pessoas por desrespeitarem a legislação municipal e consumirem bebida alcoólica na rua. Depois que as imagens foram divulgadas, a Guarda Municipal foi alvo de várias críticas nas redes sociais.

Para família de Rodrigo, a Polícia Militar falhou em não prender os envolvidos na confusão logo depois do fato. "As pessoas que mataram meu irmão atravessaram a rua e ficaram bebendo no posto de gasolina até o dia amanhecer. Não foram abordados por ninguém e no vídeo todos estão identificados e até agora nada aconteceu", criticou o irmão de Rodrigo, Ângelo Carneiro da Silva.

Investigação

Quatro suspeitos de envolvimento na briga já se apresentaram à Polícia Civil - apenas dois deles teriam, efetivamente, agredido Rodrigo. Dário de Almeida Júnior, de 21 anos, foi um dos envolvidos na confusão e disse que o empresário teria feito comentários racistas em meio a discussão.

Para a família, Rodrigo foi covardemente assassinado porque resolveu não revidar as agressões.

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