Prefeitura de PG movimenta mais de R$ 600 milhões em compras públicas

Embora Lei favoreça o desenvolvimento local, poucas empresas da região participam dos pregões. ‘Escritório de Compras’ deverá elevar o número de participantes locais.
Um mercado que movimenta dezenas de milhões por mês, mas que é pouco explorado por empresários da região, seja de micro a grandes empresas. É o setor de compras públicas. Dados revelados pelo Sebrae mostram que, somente em 2015, a prefeitura de Ponta Grossa comprou o montante de R$ 627 milhões. Como mais da metade das empresas cadastradas são de fora, a maior parte desse valor não fica na cidade. Estudo mostra que, para cada R$ 1,00 pago para um fornecedor local, retorna o valor de R$ 1,70 na forma de arrecadação tributária para o município.
Para reverter esse panorama, uma iniciativa já foi desenvolvida: a realização dos pregões presenciais, realizados baseados na Lei da Micro e Pequena Empresa. Apesar dessa ação, que já está beneficiando empresas locais, outra ação irá fomentar ainda mais essas compras locais, como explica Leonardo Werlang, Diretor do Departamento de Compras e Contratos da Prefeitura de Ponta Grossa. “Empresários não se aproveitam dessas oportunidades para ganhar. Por isso é que está sendo criado, junto com a Acipg e o Sebrae, um instrumento para tentar atrair esse empresariado local, que é o ‘Escritório de Compras’”, declara.
Segundo ele relata, a intenção é criar uma espécie de central, que reunirá as informações de pregões, as quais serão enviadas aos empresários cadastrados. A previsão é de que ele comece a funcionar no início do ano que vem. “Sempre que tiver um edital de licitação, vai ser encaminhado para esse escritório de compras, que vai mandar um mailing a todas as empresas da região e associados que trabalhem com aquilo. Vai dar assessoria, fazer leitura de minta de edital, alertar sobre as responsabilidades e riscos, para tentar trazer essa pessoa para as compras públicas”, explica Werlang.
O Diretor do Departamento recorda que, em 2015, foram 399 pregões. Destes, 65% ocorreu da forma eletrônica, e 35% presencial. “No presencial tem mais empresa local, depende do que é. Mas se o valor é grande, enche de empresas de fora também”, completa. Para ele, essa ausência local ocorre por inúmeros fatores, mais o principal deles é a falta de conhecimento. “Eles têm medo, tem receio de não receber, acreditam que é baralho marcado; são vários os fatores. Mas o edital e contrato que temos em Ponta Grossa são reconhecidos como uns dos melhores do Brasil”, explica. Para participar, a empresa deve estar devidamente regularizada.





















