Candidatos defendem diálogo sobre ocupações

Marcelo Rangel (PPS) e Aliel Machado (Rede) defenderam o diálogo com os secundaristas.
As ocupações em escolas vêm aumentando a cada dia. Nesta terça-feira (18), o ato completou duas semanas. Em Ponta Grossa, o número de instituições de ensino ocupadas já chega a 25 – 50% do total de escolas instaladas no município. A reivindicação dos ocupantes, em sua maioria alunos, é contra a Medida Provisória (MP) que propõem a reforma no ensino médio. A 12 dias das eleições, o Portal aRede entrou em contato com os candidatos a Prefeitura de Ponta Grossa sobre o posicionamento em relação as ocupações.
O atual prefeito e candidato a reeleição, Marcelo Rangel (PPS) afirma que sua defesa é “no bom diálogo, sempre e em todas as circunstâncias. Acreditamos que com o exercício do diálogo mesmo as questões mais difíceis podem ser resolvidas. E educação em Ponta Grossa é referência nacional justamente por propor e defender o diálogo como ferramenta pedagógica e como instrumento de gestão”, explica Rangel.
A educação é o melhor meio para aproximar as pessoas, sendo a defesa do diálogo a garantia da liberdade de expressão, segundo o candidato do PPS. “O jovem deve ser livre para pensar e se manifestar. Essa liberdade é primordial e deve ser preservada a todo custo. Assim como devemos, acima de tudo, dar oportunidade para o diálogo, de extrema importância para todos”.
Rangel comenta que espera, durante esta semana, soluções negociadas para resolver os impasses, na medida em que ampliam o debate e o respeito à educação. apontando que irá disponibilizar as escolas municipais para a Justiça Eleitoral se for necessário, mas espera que isso seja resolvido com antecedência. Para a resolução destas ocupações, o prefeito explana que as ocupações são de “um objeto de apreciação pelo Congresso Nacional. Não está na nossa alçada, nem poderia ser diferente, responder a essas demandas”, concluiu o candidato a reeleição.
O candidato Aliel Machado (REDE) aponta que a posição é de respeito à ocupação das escolas. “Acredito que os estudantes têm o direito de se manifestar por melhorias na educação. Assim como fiz no movimento estudantil, respeitando sempre as instituições e os funcionários. Em uma das escolas ocupadas, o Regente Feijó, os alunos estão restaurando as carteiras, o que demonstra uma ação positiva”, afirma Aliel.
Para o prefeiturável, a reivindicação dos estudantes é por algo que considera muito grave, com pautas que, segundo Aliel, são extremamente prejudiciais ao país: a PEC 241, que cria um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos, e a própria MP do ensino médio. “Esta reforma foi criticada por importantes educadores no Brasil inteiro e necessita de uma ampla discussão com a sociedade”.
Sobre os espaços ocupados serem, na maioria das vezes, sessões eleitorais, o candidato da REDE aponta que é necessário precaução no momento. “Temos que tomar muito cuidado para que isso não vire um palco político. Respeitamos as manifestações e também os professores, que foram enganados pelo governo Beto Richa”. Para a resolução dos problemas, Aliel aponta três pautas principais. “A valorização e o respeito aos professores, a PEC 241, que não só atinge a educação, mas outros setores, e a reforma do ensino médio”, finaliza.
Aliel busca amplo debate e Rangel quer valorização
Numa futura gestão, referindo-se a educação, Aliel aponta que o diálogo nortearia a área. “Vamos fortalecer todos os mecanismos de debate, inclusive o Conselho Municipal da Juventude - espaço de voz e atuação dos nossos jovens e em todas as esferas da prefeitura e comunidade”. Aliel afirma, ainda, que a falta de diálogo e não cumprimento de acordos, além da politicagem em todos os níveis de administração, trouxeram a situação a este nível de ocupações das escolas.
Para Rangel, o resultado é com e através dos educadores, valorizando o núcleo familiar. “Valorizamos e investimos no contanto permanente das famílias e à voz dos alunos e de seus pais, para obtermos evoluções que procuramos em questões estruturais da educação”. O prefeito aponta, ainda, que sua política está voltada para qualificação dos profissionais, oferta de educação de qualidade e ambiente adequado, propício ao processo de ensino-educação e “absolutamente inclusivo”.
Panorama estadual
Em todo o Paraná já são 688 escolas ocupadas, além de 10 universidades e três Núcleos Regionais de Educação. A região dos Campos Gerais, excluindo Ponta Grossa, já conta com a ocupação de 20 instituições de ensino.O ‘Ocupa Paraná’ convocou uma reunião estadual que definirá as pautas subsequentes das ocupações em todo o estado.





















