Pediatra aponta riscos do parto domiciliar após morte de bebê | aRede
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Pediatra aponta riscos do parto domiciliar após morte de bebê

Morte de menina na manhã desta terça (18) em de Ponta Grossa chamou atenção para cuidados no nascimento. Portal aRede tenta contato com empresa responsável pelo parto.

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| Autor:

Rodrigo Souza

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Morte de menina na manhã desta terça (18) em de Ponta Grossa chamou atenção para cuidados no nascimento. Portal aRede tenta contato com empresa responsável pelo parto.

Após a morte de um bebê durante um parto domiciliar em Ponta Grossa, na manhã desta terça-feira (18), um pediatra do Hospital da Criança se posicionou sobre a realização de partos sem acompanhamento de médicos especialistas na área. O doutor Rodrigo Netto afirmou, durante entrevista ao Portal aRede, que talvez a fatalidade poderia ter sido evitada caso o parto fosse realizado com acompanhamento e aparatos necessários.

“Nós pediatras nos preocupamos com o que chamam de ‘parto humanizado’. Está todo mundo voltando as atenções para a mãe, para que tenha um parto normal e sem intervenções, mas a preocupação com a criança está sendo esquecida. Nós imaginávamos que isso poderia acontecer cedo ou tarde”, disse o pediatra.

Recentemente o Jornal da Manhã apontou o aumento da procura por adeptos ao parto domiciliar em Ponta Grossa – a equipe de reportagem tenta contato com a empresa responsável pelo procedimento, que ainda não atendeu aos telefonemas.

“Quando uma criança é atendida por um médico no hospital e percebem que a evolução do parto não ocorre da maneira correta, o parto normal é interrompido por uma cirurgia cesariana para benefício do próprio bebê – o que não acontece em atendimento domiciliares por falta de aparatos”, ressalta.

A família da criança que faleceu nesta terça-feira (18) teria planejado o parto dentro da própria residência. A prática já foi realizava – e bem sucedida – outras vezes no município, inclusive com empresas especializadas no trabalho de parto. No entanto, quando a mãe estava dando à luz o bebê, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória – possivelmente causada por uma asfixia, segundo o pediatra (somente um lado do Instituto Médico-Legal poderá confirmar a causa da morte). O Samu foi acionado para atender a ocorrência, mas não conseguiu salvar a vítima – equipes do Siate também estiveram no local.

O profissional responsável pelo parto, segundo Netto, terá de prestar depoimento à Justiça explicando os procedimentos utilizados durante o parto domiciliar.

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