Redução no preço dos combustíveis não deve chegar ao consumidor
Baixa nos preços da gasolina e diesel terá pouco impacto na bomba. Desconto será ‘anulado’ com alta do etanol.

Baixa nos preços da gasolina e diesel terá pouco impacto na bomba. Desconto será ‘anulado’ com alta do etanol.
A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, a redução dos preços dos combustíveis nas refinarias. A redução, de 3,2% na gasolina, e de 2,7% no diesel, passará a valer já a partir deste sábado, dia 15. Os motoristas, no entanto, praticamente não sentirão os reflexos, já que, para o consumidor final, ao passar pelos distribuidores e até chegar aos postos, acredita-se que haja uma baixa de apenas 1,4% na gasolina e 1,8% no diesel. Índices os quais são minados com a constante alta do preço do etanol nas últimas semanas – líquido o qual corresponde a mais de 25% da composição da gasolina no país.
Com o preço médio da gasolina a R$3,71, e do diesel a R$ 2,80, segundo o último levantamento da ANP, sem considerar a variação do etanol, os valores cairiam para R$ 3,66 e R$ 2,75, respectivamente. “Eu acho que, nesse momento, nessa crise, isso praticamente não representa nada, abaixar cinco centavos. Era muito pior se aumentasse cinco. Mas, esperamos que isso seja o começo de uma tendência”, declara Neori Tigrão, empresário do setor de combustíveis e presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ponta Grossa e Região. Até que haja a recepção da nova carga, ele acredita que esse repasse deverá ocorrer a partir de segunda.
O Etanol subiu cerca de R$ 0,30 em um mês – em alguns postos o combustível já chegou próximo dos R$ 3,00, vendido a R$ 2,95 o litro. Mas a perspectiva é de que esse ainda não seja o limite e, com isso, essa alta impacta diretamente na gasolina, elevando os valores. “O Etanol, como os usineiros estão alegando a entressafra, corre o risco de aumentar ainda mais. Não deve fugir muito do que foi o ano passado”, completa.
Nova Política
Os reajustes são reflexo de uma nova política de preços aprovada pela Petrobras, a qual adotará preço de paridade internacional (PPI), margem para remuneração de riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado. A PPI inclui os custos com frete de navios, custos internos de transportes e taxas portuárias. Os preços serão revistos pelo menos uma vez por mês.





















