Lideranças de PG e governo discutem investimentos para a área de segurança | aRede
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Lideranças de PG e governo discutem investimentos para a área de segurança

Reunião será com o secretário de Segurança, Wagner Mesquita (foto)
Reunião será com o secretário de Segurança, Wagner Mesquita (foto) -

Dhiego Tchmolo

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Reunião debaterá problemas de segurança pública em Ponta Grossa, como a Cadeia Pública Hildebrando de Souza que possui uma lotação 367,63% acima do ideal.

Lideranças da sociedade civil organizada de Ponta Grossa, junto aos deputados estaduais Plauto Miró (DEM) e Márcio Pauliki (PDT), se reunirão com o secretário de de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP) e delegado da Polícia Federal, Wagner Mesquita de Oliveira, na sede da Secretária, no Centro Cívico, em Curitiba, nesta segunda-feira (17), às 10h.

A presidente do Conselho de Segurança (Conseg) de Ponta Grossa, Jane Márcia Villaca, aponta que há várias demandas no município que deverão ser debatidos com o secretário na reunião desta segunda. A principal delas segundo a presidente, é a resolução dos problemas da cadeia pública Hildebrando de Souza: hoje o local conta com 761 detentos para uma estrutura preparada para apenas 207, ou seja, com uma lotação de 367,63% acima da capacidade inicial.

“Vamos pedir a transferência de presos que já foram sentenciados e se encontram na cadeia pública ainda. Lá não é o lugar deles, isto não pode acontecer. Junto a isso vamos pedir melhorias dentro da cadeia”, explicou Jane. Com a ajuda de empresários, o local teve a construção de uma sala de aula e aquisição de equipamentos, mas ainda necessita de outros espaços físicos. Em algumas galerias, com espaço para 20 detentos, 90 dividem poucos metros quadrados. “Resolvendo esse problema, estaremos dando um grande passo”.

Outra construção seria para alojar as mulheres que estão presas: atualmente 60 detentas estão alojadas na cadeia que originalmente foi construída apenas para homens. “Lá não é previsto um presídio feminino. Precisamos construir alguns banheiros e resolver problemas com falta de água”, comenta a presidente do Conseg. A escassez de água é uma das preocupações do Conselho, devido as ondas de calor que se aproximam com o verão. “Antes que comece a esquentar, sem condições para os detentos, temos que resolver este problema”, afirma Jane.

A precariedade da cadeia pública contribuem para o aumento da criminalidade no município. Com índices cada vez mais altos, outras demandas são necessárias: a compra de novas viaturas – Jane explica que a Polícia Civil detém veículos de 2002 – a contratação de pessoal e questões estruturais no Instituto de Identificação também serão debatidos.

Problema recorrente em Ponta Grossa, a falta de estrutura para a identificação de crimes é uma das principais reivindicações que serão apresentadas na segunda-feira. “Precisamos de mais atenção as papiloscopista (especialistas em identificação). Elas só atendem até às 17h, então quando há um crime na sexta, por exemplo, após esse horário, elas só atenderão na segunda-feira, depois de todo o fim de semana. Elas atendem toda a região e não tem veículo. Se tem ocorrência em outra cidade, elas precisam que algum carro seja disponibilizado. Não tem laboratório, as análises precisam ser enviadas para Curitiba”, explica Jane.

Sesp já conhece problemas de PG

O deputado Plauto Miró , que estará presente na reunião, apontou que a mobilização visa a resolução de problemas corriqueiros no município, que se arrastam por décadas. “Nós precisamos reivindicar. A Sesp tem o levantamento das necessidades e prioridades existentes no Paraná, e nós vamos mostrar o que precisamos, que é a melhoria da segurança pública, das Polícias Civil e Militar”, explicou o deputado. Plauto endossa que a cadeia pública é a principal preocupação, principalmente em sua estrutura “Vamos buscar uma posição clara com a Secretaria”, diz.

‘Pedidos precisam ser atendidos com urgência’, diz Jane

A reunião que ocorrerá nesta segunda-feira foi remarcada - inicialmente era para ocorrer em agosto. Jane aponta que alguns ofícios já foram encaminhados para a Sesp. “Eu visitei a Secretaria recentemente, há uma semana atrás, mas consegui apenas falar com o diretor geral. Levei os números para analisarem e saberem o que está acontecendo”, comenta Jane. A presidente aponta que as demandas - principalmente da cadeia pública - tem um caráter urgente. “Como não têm vagas (na cadeia), alguns são liberados, aumentando o número de roubos e furtos”.

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