PG tem duas pessoas com suspeita de Chikungunya

Previsão para a divulgação dos resultados dos exames é de até um mês após a coleta do material.
Apesar de estar alçando voos mais discretos ultimamente, o mosquito Aedes aegypti volta a preocupar em Ponta Grossa. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade contabiliza agora duas pessoas com suspeitas de Febre Chikungunya – essa é a primeira vez que a doença aparece relacionada no município desde o início do ano.
A primeira delas, do sexo feminino, tem 44 anos de idade. Ela teve o material coletado no dia 29 de setembro no Rio de Janeiro, ou seja, seria um caso importado. Já a segunda, do sexo masculino, tem 53 anos de idade e não havia realizado nenhuma viagem recentemente, o que configura um caso autóctone, desenvolvido no próprio município. A previsão para a divulgação do resultado dos exames é de até um mês após a coleta do material genético.
Em dados gerais, seis pessoas foram notificadas com a doença, sendo que quatro delas foram descartadas. A última atualização de relatório ocorreu em julho deste ano.
Considerando as outras doenças que podem ser transmitidas pelo mesmo mosquito, Ponta Grossa tem confirmado neste ano 26 casos importados e outros 24 autóctones de Dengue. Em relação ao Zika Vírus, foram 29 notificações, sendo que dessas apenas uma ainda aguarda resultado.
A circulação do vírus responsável pela Febre Chikungunya foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2014. O nome, que significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada no leste da África, entre 1952 e 1953.
Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.
Sintomas podem não aparecer
Não é possível ter a Febre Chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas. Não existe vacina ou tratamento específico.





















