Ocupações atingem mais de sete mil estudantes em PG | aRede
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Ocupações atingem mais de sete mil estudantes em PG

Mais de 7 mil alunos são diretamente afetados pelas ocupações
Mais de 7 mil alunos são diretamente afetados pelas ocupações -

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Ocupações nas escolas estaduais de Ponta Grossa já atingem diretamente mais de sete mil estudantes.

A onda de ocupações nas escolas estaduais de Ponta Grossa em forma de protesto a Medida Provisória (MP) encabeçada pelo governo federal que sugere uma reforma no ensino médio está atingindo diretamente 7.162 estudantes. Somente ontem pela manhã duas novas instituições aderiram ao movimento - Instituto de Educação Professor César Prieto Martinez (1.708) e Colégio Estadual Professor Meneleu Almeida Torres (890). Elas se somam ao Colégio Estadual Doutor Epaminondas Novaes Ribas (777), Colégio Estadual Polivalente (1.275), Colégio Estadual Regente Feijó (1.972), além da Escola Estadual Ana Divanir Boratto (540), que iniciou com as mobilizações na semana passada pedindo melhorias estruturais e que agora também discute a MP.

A princípio, uma sétima instituição teria sido ocupada na segunda-feira. Todavia, a informação foi desmentida pela própria direção da Escola Estadual Professor Sirley Jagas na tarde de ontem. A explicação dada foi de que estudantes e professores estão mobilizados e realizando discussões sobre a temática em questão. A escola possui 950 alunos. Em todo o Estado as ocupações chegam a 87 escolas. 

Segundo a chefe do Núcleo de Educação de Ponta Grossa, Maria Isabel Vieira, por orientação da Secretaria de Estado da Educação, um seminário será realizado para debater as mudanças propostas. Isso acontecerá simultaneamente também nas outras regionais de Educação. “Aqui na cidade ele terá início às 8h30 no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP). Cada escola poderá enviar quatro representantes, sendo dois docentes e dois estudantes”, detalha. Questionada sobre como as aulas nas instituições ocupadas serão repostas, Maria Isabel afirmou que isso ainda depende de uma análise. 

Entre os pontos conflitantes da MP está a modificação do conteúdo obrigatório com redução para cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. O outro ponto tem haver com o aumento da carga horária. A intenção é que ela seja ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). A MP precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado. Caso contrário, perderá o efeito.

Justiça nega reintegração de posse

A 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Ponta Grossa negou o pedido de reintegração de posse, feito pelo Governo do Paraná, na Escola Estadual Ana Divanir Boratto e no Colégio Estadual Polivalente. A petição encaminhada à Justiça se baseava na perda da posse do imóvel para os ocupantes. A juíza afirmou que não houve perda de posse, já que os manifestantes permitem a entrada de alunos e da comunidade no local. O pedido foi negado pela Juíza de Direito Heloísa da Silva Krol Milak.

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