Igreja discute exageros nas celebrações do casamento em PG
Padres definiram orientações que serão observadas a partir de 2018 durante encontro nesta quinta-feira (06).

Padres definiram orientações que serão observadas a partir de 2018 durante encontro nesta quinta-feira (06).
“O sacramento do matrimônio não é uma convenção social, um rito vazio ou um mero sinal externo de um compromisso. É um dom para a santificação dos esposos...” (Amoris Laetitia, cap. 3, 72). Partindo desta definição, padres, religiosos e diáconos das 46 paróquias da Diocese de Ponta Grossa passaram o dia desta quinta-feira (6), em uma reflexão sobre a celebração do matrimônio. Fundamentados pelo padre Gilson Camargo, especialista em Sacramentos, o clero definiria as orientações a serem levadas a profissionais de fotografia, áudio, vídeo e canto, em 2017, e colocadas em prática, nos casamentos, a partir de 2018.
O padre Clayton Delinski, coordenador da Ação Evangelizadora, comenta que, a partir deste dia de reflexão e da fundamentação dada pelo padre Gilson, os sacerdotes e diáconos teriam bem claro as bases do sacramento e poderiam, depois, definir as orientações para a celebração do matrimônio. “Uma vez definidas quais as orientações, em 2017 vamos proporcionar para os profissionais de fotografias, áudio, vídeo e de canto uma sensibilização sobre os procedimentos que serão colocadas em prática em 2018”, explicou.
O padre Gilson Camargo, da paróquia Santo Antônio, de Imbituva, cita que o rito pelo qual se realiza o sacramento do matrimônio é simples, sóbrio e de beleza imensa, porém, por modismo e até certa ‘concorrência’ entre noivas, se inventam algumas coisas completamente estranhas ao rito. “A igreja precisa estar atenta para que essas criatividades não venham desfigurar a realidade do mistério. Nosso desafio de salvaguardar a beleza do rito”, destaca, garantindo que as orientações não querem limitar, dificultar, empobrecer a cerimônia ou desgostar os noivos. “Queremos que esse mistério seja percebido e não obscurecido por tantas coisas que acontecem na cerimônia”.
O mais belo dos sete Sacramentos, no matrimônio, define ele, se concretiza a união de um cristão e uma cristã, que tomam a decisão de ser uma só carne, “sinal do amor eterno de Cristo pela Igreja”. Ao longo da história, no entanto, surgiram acréscimos na cerimônia ocorridos alheio a vontade da igreja. “Detalhes inventados dentro da celebração por completo desconhecimento do rito, muitas vezes, motivados pelo mercado, para se destacar perante a concorrência”, ressalta padre Gilson. Ele cita o exagero na quantidade de cantos, no destaque dado aos pajens e a desatenção dos noivos motivada por fotógrafos e cinegrafistas.
De acordo com o padre Gilson Camargo, a intenção é que não seja despersonificado o mistério. “Não vamos proibir a entrada de fotógrafos, a participação dos músicos ou acabar com o trabalho das empresas de cerimoniais. Queremos, sim, que eles saibam aquilo que está acontecendo”, afirma, citando que o próximo passo é um encontro com esses profissionais para alinhar os caminhos a serem tomados.
Informações da Assessoria de Imprensa.





















