Funcionalismo do PR ameaça deflagrar paralisação geral

Sinduepg marcou assembleia para discutir os encaminhamentos da mobilização e greve pode ser deflagrada a partir de sexta-feira.
O projeto do governador Beto Richa (PSDB) que suspende o reajuste salarial do funcionalismo público não foi visto com bons olhos pelos professores universitários do Paraná. Por conta do encaminhamento do pedido para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) devem deflagrar greve a partir de sexta-feira.
A Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg) marcou uma assembleia para discutir os encaminhamentos da mobilização na quinta-feira. De acordo com a presidente do Sinduepg, Rosangela Petuba, a categoria irá decidir se entrará ou não em greve por conta do que considera um “retrocesso” para os professores universitários e todo o funcionalismo.
A proposta do governo prevê que a data-base dos servidores só será quitada depois de implantadas e pagas todas as promoções e progressões devidas ao funcionalismo. Segundo o Palácio Iguaçu, a medida é necessária para adequar o orçamento de 2017. A primeira chamada da assembleia do Sinduepg está marcada para as 17 horas – a segunda chamada, com qualquer quórum, acontece às 17h30.
A direção estadual da APP-Sindicato também convocou o conselho estadual da entidade para quinta-feira, para organizar a greve da categoria. O conselho é composto por representantes de base eleitos nos núcleos sindicais, pela direção estadual e representantes do sindicato em outros conselhos. Os demais sindicatos de servidores também já se organizam para definir por mobilizações e paralisações em suas bases.
Governo vai pagar promoções e garante salários e o 13º em dia
O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni confirmou nesta terça-feira (04/10) que o Governo do Paraná vai pagar promoções e progressões para todos os servidores públicos estaduais a partir de janeiro de 2017. No total, será quitado R$ 1,4 bilhão em benefícios vencidos até dezembro de 2016 e a vencer no ano que vem. Ele também assegurou que os salários e o décimo terceiro do funcionalismo continuarão sendo pagos em dia. Em conversa com a imprensa, Rossoni explicou a emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada na última sexta-feira (30/09), para a Assembleia Legislativa que, entre outras medidas, prevê o adiamento da revisão anual dos salários dos funcionários públicos em 2017. “Estamos primeiro priorizando pagar as progressões e as promoções dos servidores. É um passivo que existe, e temos que saldar isso. Depois de saldar vamos negociar com os servidores o reajuste do ano que vem”, afirmou o secretário. “Não há dinheiro para as duas coisas ao mesmo tempo”.





















