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Acusado da morte de professora em PG pega oito anos de prisão

Tribunal do Júri condenou Lucas Mulinari por homicídio doloso e tentativa de homicídio. Rapaz estaria embriagado em acidente que causou a morte de Heloneida Iurk, em 2012.

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Rodrigo Souza

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Tribunal do Júri condenou Lucas Mulinari por homicídio doloso e tentativa de homicídio. Rapaz estaria embriagado em acidente que causou a morte de Heloneida Iurk, em 2012.

O Tribunal do Júri da Comarca de Ponta Grossa condenou o réu Lucas Mulinari, de 26 anos, a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado pelos crimes de tentativa de homicídio e homicídio consumado. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (04). Lucas foi acusado pelo Ministério Público (MP) de ser o responsável pelo acidente que causou a morte da professora Heloneida Iurk, de 28 anos, em abril de 2012.

O julgamento teve início pela manhã e seguiu até por volta das 17 horas. Por conta da morte de Heloneida, Lucas foi sentenciado a sete anos de prisão por homicídio consumado. O réu também respondeu pela tentativa de homicídio contra Nilson Aparecido Martins, noivo da professora e que também estava no carro no momento do acidente.

Segundo laudos periciais, Lucas estaria dirigindo sob o efeito de álcool e com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Assim como na primeira acusação (homicídio consumado), o Tribunal do Júri entendeu que houve dolo por parte da vítima – ou seja, que Lucas assumiu os riscos de matar ao dirigir – e também o sentenciou a mais quatro anos e oito meses pela tentativa de homicídio contra Nilson.

Por conta de os dois crimes terem ocorrido na mesma ação, a juíza Letícia Lustosa – responsável pelo júri – aplicou o conceito de concurso formal ao proferir a sentença, definindo a pena como base no maior tempo de prisão e acrescendo 1/6 do valor. Assim, Lucas terá de cumprir oito anos e dois meses de prisão em regime fechado.

Crimes de trânsito

O réu também foi sentenciado a oito meses de detenção por fugir do local do acidente e também recebeu a pena de 11 meses de detenção por violar a suspensão da CNH.

Acusação

De acordo com o advogado de acusação, Ângelo Pilatti, a pena ficou dentro daquilo que a família esperava para o caso. “O réu acabou favorecido porque dentro da instrução do processo foram retiradas as qualificadoras do crime, mas estamos satisfeitos com o resultado final”, disse. Pilatti acredita que, embora tenha sido decretada a prisão de Lucas, o rapaz ainda pode ser solto futuramente para cumprir o restante da pena em liberdade.

Defesa

Advogado de defesa de Lucas, Fernando Madureira afirmou que irá recorrer da decisão. “Iremos entrar com recurso para a realização de um novo júri ou para reduzir a pena, já que acreditamos que ela tenha sido um pouco mais alta que esperávamos”, disse. Segundo Madureira, o novo processo será baseado na alegação de homicídio culposo – sem assumir os riscos de matar. Os jurados entenderam que o caso se tratou de homicídio doloso e, por isso, a pena saiu maior que o esperado pela defesa.

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