Greve dos bancários é a maior dos últimos 12 anos

Apesar da extensão, não há previsão para o término, já que não há rodada de negociações agendadas para os próximos dias.
Sem chegar a um consenso nas negociações, a greve dos bancários avança pela quinta semana. Nesta segunda-feira, completam 28 dias do início das paralisações em todo o país. Em Ponta Grossa, como lembra Gilberto Leite, presidente do Sindicato dos Bancários do município e região, a greve teve início dois dias depois, em 8 de setembro, completando, portanto, 26 dias nesta segunda. Assim, segundo ele, esta é a segunda maior greve da história do município, a mais extensa, em dias, dos últimos 12 anos. No atual panorama, a greve segue sem perspectivas de chegar ao fim, como destaca Gilberto Leite. Uma rodada de negociações estava marcada para a última sexta-feira, dia 30, foi cancelada pela Fenaban. Nenhuma negociação está programada para os próximos dias. “Alguns sindicatos pelo país farão algumas assembleias na segunda-feira. Mas nós não. Rejeitamos em mesa”, explica.
A última proposta apresentada, há uma semana (26 de setembro) foi de aumento salarial de 7% e R$ 3,5 mil de abono. “Eles somente aumentaram em R$ 200 o abono, que era de R$ 3,3 mil. Por isso rejeitamos”, completa. As reivindicações dos bancários estão mantidas desde o início: a reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que fechou em 9,62%, e mais 5% de aumento real. Não há a intenção de obter o abono, como ocorria nas negociações há anos. O presidente do sindicato na região afirma que os bancários estão abertos, dispostos a negociar, algo que não é observado por parte dos banqueiros. “Estamos percebendo uma grande má vontade dos patrões em resolver o problema, aliada a uma costumeira ganancia”, destaca.
Leite justifica as solicitações diante dos lucros acumulados pelas instituições bancárias. “Independente do governo que passou e independentemente da política econômica adotada, os bancos nunca deixaram de ganhar dinheiro. Não se justifica os banqueiros deixar os trabalhadores permanecerem em greve sem oferecer uma solução”, conclui.





















