Estudantes secundaristas organizam paralisação | aRede
PUBLICIDADE

Estudantes secundaristas organizam paralisação

Secundaristas protestarão contra a reforma do ensino médio
Secundaristas protestarão contra a reforma do ensino médio -

Concentração dos estudantes ocorrerá em frente ao Colégio Estadual Regente Feijó. Paralisação é um protesto contra a reforma do ensino médio.

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas Ponta-grossenses (Umesp) realizará, na próxima quarta-feira, uma paralisação em protesto contra a reforma do ensino médio proposto pelo governo do presidente Michel Temer, na semana passada. 

A concentração dos estudantes ocorrerá na Praça Barão do Rio Branco, em frente ao Colégio Estadual Regente Feijó, a partir das 9 horas. A organização aponta que são esperados dois mil alunos, dos ensinos fundamental, médio e técnico – que estudem em instituições públicas – além de professores e funcionários.

Durante a paralisação, os alunos farão uma assembleia geral que definirá o posicionamento dos alunos, conforme aponta o presidente Umesp, Christopher Ferreira, estudante do curso técnico em Administração no Sebrac. “Nós faremos vários debates, convidando professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e de escolas públicas, onde eles poderão falar sobre a situação que se encontram essas escolas, além de definirmos quais serão nossas próximas ações”. O presidente da entidade explicou que a ocupação de escolas, caso a reforma avance, será discutida junto a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Temas como a PEC 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, e da PL 257/16, que estabelece o refinanciamento das dívidas dos estados e do Distrito Federal (que impediria o reajusta salarial do funcionalismo), também serão pautas dos alunos. “O projeto Escola Sem Partido, que tira a liberdade de expressão das escolas e a luta contra o governo Michel Temer entrarão no debate”, complementa Christopher. O movimento, apartidário segundo a organização, tentou entrar em contato com os sindicatos dos professores, mas ainda não obteve resposta.

Reforma proposta pelo governo

O principal motivo dos protestos é o projeto de reformulação do ensino médio, apresentado pelo Presidente da República. A proposta irá ampliar o ensino para tempo integral, com apenas disciplinas de língua portuguesa, língua estrangeira e matemática comum e obrigatória a todos os alunos. O restante da grade será definido pelo estudante, que poderá se aprofundar em cinco áreas.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right