'A gestão pública tem que servir a comunidade’, ressalta Prof. Felipe
Candidato a vice da Unidade Popular ressalta que o grupo prevê gestão democrática da cidade, sem aparelhamento da máquina pública

Candidato a vice da Unidade Popular ressalta que o grupo prevê gestão democrática da cidade, sem aparelhamento da máquina pública
Candidato a vice-prefeito pela Unidade Popular (PCdoB e PSOL), Professor Felipe tem a atuação política ligada ao movimento estudantil e aos movimentos sociais. Mestre em história e debutante na disputa por um cargo eletivo, Felipe foi o último entrevistado da série de sabatinas do JM. O docente acredita que o debate democrático e a visão dos movimentos sociais, proposta pela coligação, pode ajudar Ponta Grossa a superar problemas crônicos do município.
Jornal da Manhã: O que te motiva a participar da eleição?
Professor Felipe: Eu entendo a política como uma prática cotidiana, algo que fazemos todos os dias. Esse termo vem da participação da polis e confesso para você que, mesmo que essa seja a primeira vez que disputo a eleição para um cargo eletivo, eu tenho feito política desde os meus 16 anos de idade quando comecei a atuar no movimento estudantil, primeiro fundando um grêmio estudantil na minha escola, depois atuando na União Municipal dos Estudantes Secundaristas e depois participando das atividades da União Nacional dos Estudantes. Atuei em pautas importantes como a reserva de 50% das verbas do Pré-Sal para a educação, sou parte de uma geração que colocou a educação como prioridade no Brasil. Além disso, participei de várias atividades nos movimentos sociais, como no transporte coletivo e na luta pela condição sanitária pelo aterro, ou seja, participo da política há muito tempo.
JM: Como será feita a escolha do secretário de Educação em um possível governo da Unidade Popular?
Professor Felipe: Esse é um item do nosso plano de governo que me deixa muito orgulhoso e também tranquilo para comentar. Colocamos a pasta da Educação como prioridade na gestão municipal, é o setor que mais tem servidores. Propomos que o secretário de Educação seja escolhido diretamente pelos servidores. Acreditamos que a gestão pública tem que servir a comunidade, os cargos de chefia e as secretarias não devem ser usados como moeda de troca. Nós não temos medo da democracia e tendo essa primeira experiência no setor da Educação, tenho certeza que podemos experimentar ações do tipo em outras secretarias.
JM: Como a Unidade Popular encara a gestão da Educação na cidade?
Professor Felipe: Me sinto muito a vontade para falar de Educação, afinal eu sou professor e conheço bem a teoria educacional. A escola não pode ser deposito de criança, eu não tenho problema em dizer que houve avanços durante os últimos anos na educação integral, mas também existem inúmeras falhas. Vou citar duas situações: saiu um documento que informava que crianças portadores de necessidades especiais tinham um tutor específico para cuidar delas nas escolas e, conversando com os servidores, vemos que isso não é verdade. Além disso, a exigência do curso de Pedagogia para dar aula foi retirada, atualmente quem tem apenas o magistério pode ser professor da rede pública, mas isso não se justifica do ponto de vista técnico, afinal não faltam faculdades de Pedagogia em Ponta Grossa. Quero deixar claro que não estou criticando o magistério, mas sim incentivando a qualificação do professor. A ideia do ensino integral é interessante desde que a escola ofereça um ensino qualificado.
JM: Como você vê o funcionamento do Passe Livre?
Professor Felipe: Eu pergunto ao estudante que nos lê: você tem passe livre? Atualmente existem critérios muito específicos para que um aluno receba o benefício e o programa é muito restrito, quase uma cota, por isso fazem propaganda enganosa sobre o assunto. Nosso plano de governo prevê uma intenção a médio prazo é de auditar o critério do contrato do transporte público e criar uma empresa pública para atuar no transporte. Assim que uma estatal entrar na lógica de mercado, acreditamos que o serviço oferecido aos usuários deve melhorar.
QUEM
>> Perfil
Felipe Bronoski Soares tem apenas 25 anos e disputa a primeira eleição para um cargo eletivo. O professor é mestre em História e militou no movimento estudantil da UEPG e também no ensino secundarista.





















