Biometria zera possibilidade de fraudes na eleição

Após recadastramento do eleitorado, Poder Judiciário acredita em votação tranquila e sem possibilidade de fraudes,
Com 10 dias para o primeiro turno das eleições municipais, o Poder Judiciário finaliza os últimos preparativos para a disputa. Nessa quinta-feira (22), a juíza Noeli Reback, magistrada da 139ª vara eleitoral, visitou a redação do Jornal da Manhã e Portal aRede e esclareceu pontos polêmicos da nova legislação. Na visão da magistrada, a implementação do processo de biometria na cidade deve zerar as tentativas de fraude durante a votação.
Sobre o processo de recadastramento biométrico, iniciado ainda em 2015, Noeli acredita que a cidade tenha avançado em segurança aos eleitores. “Essa é uma burocracia necessária e deve zerar a ocorrência ou tentativa de fraudes na hora do voto”, afirmou a magistrada. Após o recadastramento biométrico do eleitorado, o cidadão não assina mais um recebido de votação, apenas confirma a presença através da digital.
Noeli lembra que o principal objetivo do Poder Judiciário é garantir uma eleição tranquila em que todos os eleitores tenham o direito de exercer, democraticamente, a escolha dos representantes. “A Justiça quer que a eleição ocorra dentro dos parâmetros da lei e dos critérios expostos pela Legislação, queremos que o cidadão exercite seu direito ao voto de maneira tranquila e sem maiores problemas”, ponderou Reback.
A juíza lembra que a eleição municipal mudou, consideravelmente, diante da nova legislação – as principais alterações estão no financiamento da campanha e na duração. Noeli ressalta que diante da alteração na Lei Eleitoral, os partidos e coligações têm atuado, com frequência, em questionamentos enviados ao Poder Judiciário. “A disputa para os cargos de vereador e prefeito é mais próxima da comunidade e, normalmente, gera mais disputa nos tribunais”, sinalizou a juíza.
Nessa sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral inicia a lacração e carregamento das urnas com as mídias – etapa final da preparação técnica dos equipamentos utilizados na votação. O processo ocorrerá no Fórum Eleitoral e terá acompanhamento dos representantes partidários. “Nossa intenção é fazer com que o processo de escolha dos próximos representantes seja totalmente isento”, considera Noeli.
Magistrada critica voto nulo e branco
Na visão de Noeli, os votos nulos ou brancos pouco (ou nada) acrescentam ao debate democrático. A magistrada lembra que inúmeros candidatos se apresentaram ao eleitor para que o cidadão tenha opção ao escolher os próximos representantes. “Na minha visão, o voto nulo ou branco em nada acrescenta ao processo democrático, precisamos conhecer melhor os candidatos e hoje não faltam ferramentas para isso”, afirmou Noeli fazendo referência aos aplicativos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).





















