Vereadores de PG abandonam sessões para correr atrás de votos
Encontros do Legislativo Municipal tem tido pauta esvaziada e sessões ‘amenas’ duram menos de uma hora

Encontros do Legislativo Municipal tem tido pauta esvaziada e sessões ‘amenas’ duram menos de uma hora
Desde o começo da campanha eleitoral, as sessões da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) tem se tornado cada vez mais curtas e mais enxutas em termos de conteúdo e debate de projetos. Na última semana, os vereadores “bateram recorde” e realizaram uma sessão em apenas 30 minutos e com a aprovação de um projeto de lei. Com 13 dias para o primeiro turno da eleição municipal de 2016 e com 20 dos 23 vereadores buscando a reeleição, o trabalho no Legislativo só deve voltar a normalidade após o dia 2 de outubro.
Tida como a “instituição política” mais vulnerável durante o momento da eleição, o vereador Pietro Arnaud (REDE), vice-presidente da Câmara de Ponta Grossa, lembra que boa parte dos parlamentares, em busca da reeleição, tem buscado “mostrar ao eleitorado” as atividades realizadas nos últimos quatro anos. “Também é importante lembrar que durante esse período temos várias limitações impostas pela própria Lei Eleitoral”, afirmou Pietro. O vice-presidente defende que essa limitação também muda o trâmite na casa de Leis.
Pietro argumenta que o número de projetos enviados pelo próprio Poder Executivo diminuiu drasticamente, além das impossibilidades impostas pela Legislação. O vereador lembra o caso da votação de projetos que concediam a doação de áreas para empresas na região do Distrito Industrial. “Nesse caso , um vereador da Comissão de Legislação, Justiça e Redação entendeu que a doação de terrenos não poderia ser apreciada durante o período em que estamos”, afirmou Arnaud.
Sobre a ausência dos vereadores durante as sessões na Câmara, Pietro lembra que caso o vereador falte na sessão e não tenha a justificativa aprovada pelos pares, o salário do parlamentar é descontado. “A Câmara é o órgão público mais sensível durante esse processo de escolha de representantes, justamente por ser uma casa política e de discussão e leis”, lembra Pietro.
O presidente do Observatório Social dos Campos Gerais, Nei Ribas, o órgão não pode emitir valor de juízo sobre a atuação e produtividade dos vereadores, no entanto integrantes do Observatório monitoram e mapeiam indicadores da produção de cada um dos parlamentares. “Queremos criar um ranking com a produtividade de vários Câmaras e também dos vereadores para que o próprio eleitor possa avaliar o que é o que não é bom para a democracia”, pondera Nei.
Observatório apresenta ‘carta-compromisso’
Durante a sabatina da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) realizada na noite de ontem (19), o Observatório apresentou aos prefeituráveis e aos candidatos a vereador da cidade uma carta de compromisso juntos aos novos representantes. Segundo Ney, o plano de transparência apresentado aos candidatos a prefeito tem 22 itens, já o documento dedicado aos candidatos a vereador conta com 22 itens sobre controle e gestão de recursos públicos.





















