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Rangel aposta na experiência para governar PG por mais quatro anos

Prefeito ressaltou avanços da cidade mesmo diante do “cenário de crise política” e das dificuldades econômicas

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Afonso Verner

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Prefeito ressaltou avanços da cidade mesmo diante do “cenário de crise política” e das dificuldades econômicas

Na vida pública há uma década, Marcelo Rangel (PPS) busca a reeleição para o cargo de prefeito de Ponta Grossa em 2016. No comando da coligação “Ponta Grossa no rumo certo”, grupo formado por 12 partidos, Rangel tem como vice a professora Elizabeth Schmidt (PSB) e aposta na experiência obtida no comando do Executivo Municipal como principal trunfo para conquistar mais quatro anos no cargo.

Em entrevista transmitida ao vivo pelo Facebook do portal aRede, Rangel ressaltou que as críticas recebidas durante os últimos três anos o fizeram crescer e evoluir como gestor público. O atual prefeito também exaltou as dificuldades enfrentadas pela Prefeitura durante o primeiro mandato e lembrou que, mesmo diante da crise política e institucional do país, Ponta Grossa “conseguiu evoluir sensivelmente”.

Jornal da Manhã: O que te motiva a buscar mais quatro anos no comando da Prefeitura de Ponta Grossa?

Marcelo Rangel: Durante esses três anos e seis meses, passamos por grandes provações políticas na vida pública, quase todas possíveis a um gestor. Tivemos um período de ampla dificuldade do nosso país, crise política e ética, todo tipo de problema de ordem estrutura e econômica. Mesmo diante de todas essas dificuldades, a cidade de Ponta Grossa conseguiu ultrapassar e vencer esses desafios. A cidade cresceu muito e conseguimos superar alguns problemas crônicos da cidade, como problemas caóticos na área da Saúde, onde conseguimos avançar, assim como avanços nas áreas de Educação e Segurança Pública, por exemplo. Apresentamos um trabalho que eu considero desafiador e que teve bons frutos. Por isso penso que podemos fazer um trabalho ainda melhor com a experiência adquirida durante os três anos e meio. Tudo que foi conquistado e aprendido, vamos levar para o segundo mandato e superar os desafios que não foram alcançados.

JM: Entre suas propostas, está o oferecimento de tablets para os alunos do ensino público municipal. Como isso seria executado?

Rangel: É importante falar sobre essa proposta, já que houve grande repercussão junto a família pontagrossense. A ideia é oferecer tecnologia para quem muitas vezes não tem essa oportunidade e isso já ocorre em algumas escolas particulares da cidade. Nós queremos isso também na escola pública, mesmo porque avançamos muito no Ensino Integral, implantamos empreendedorismo, gestão financeira e robótica nas escolas. Hoje cerca de 60% das crianças já tem acesso a informação através do telefone celular, inclusive conseguem ensinar aos pais como o aparelho funciona. No entanto, 40% das crianças ainda não tem essa possibilidade e nem tipo de acesso à tecnologia. Porque não implementar também na escola pública? Gostei muito de um projeto semelhante no Recife, cidade que teve uma nota muito alta no Ideb [Índice de desenvolvimento da Educação Básica]. Isso pode ser feito porque investimos 26% do nosso orçamento na Educação e temos disposição, dentro do orçamento, para fazer aquisição. As crianças poderão fazer atividades extracurriculares e sempre tendo como foco a educação. O tablet tem um software específico para isso e haverá acompanhamento do educador.   

JM: Você cogitou apoiar Dilma Rousseff (PT) em 2014 e hoje é um crítico ferrenho do Governo Federal e, principalmente, do PT. O que mudou nesses dois anos?

Rangel: Eu sempre fui um crítico das atuações e da ideologia do PT. As ações dos governos petistas, na minha opinião, foram sofríveis, principalmente aqui em Ponta Grossa e no Paraná. Quando a presidente Dilma esteve em Ponta Grossa, na inauguração do Conjunto Habitacional Califórnia, eu disse a presidente que gostaria que o Governo Federal nos ajudasse em investimentos, como no Aeroporto, por exemplo. E eu falei a ela que seria primeiro a reconhecer o trabalho dela enquanto presidente, reconhecer os avanços que o Governo Federal poderia prover a Ponta Grossa, inclusive em campanha, mas não foi mais do que isso. Desde aquele momento, tivemos sempre a ausência do Governo Federal nos programas da Prefeitura. Aliás o PT sempre foi um partido que não auxilia, em hipótese nenhuma, governo de outros partidos que não compartilham da mesma ideologia. Ficamos sempre à margem dos investimentos da União, nossa única exceção é a área de habitação onde tivemos números positivos, porque a Prefeitura de Ponta Grossa realizou projetos e claro, aonde existem iniciativas, existe também financiamento. O Governo Federal não nos ajudou em mais nada e apenas foi alvo de ações de corrupção, claro que um projeto desse não teria meu apoio.

JM: Sobre a proposta ‘Caminho da escola’, que prevê a pavimentação de vias próximas das escolas municipais, de onde virá essa verba?

Rangel: Todo investimento em comunicação sempre é muito alto, principalmente na área de pavimentação. Nós compomos todas as receitas desse tipo de investimento com verbas que vem de três receitas: governo federal, governo estadual e também de recursos próprios, além das obras subsidiadas pela CPS, alias temos um projeto que subsidia ainda mais e oferece uma parcela a partir de R$ 99 para os cidadãos. Sobre a pavimentação das ruas das escolas municipais, a verba pode vir dessas três fontes, mas caso o Governo Federal não atenda nossas demandas, vamos recorrer ao Governo Estadual – hoje existem linhas de financiamento para pavimentação, mas para isso a cidade precisa estar no azul, com as contas pagas. Nós temos diversos bairros que ainda precisam desse investimento e estamos preparando o orçamento para que essa proposta seja implementada nos próximos anos.

JM: Atualmente o número de cargos comissionados da Prefeitura é necessário? Esse número pode diminuir?

Rangel: Todo tipo de gasto pode ser diminuído, mas agora investimento não. Eu sempre deixo muito claro que em relação a esse assunto é que se faz muita hipocrisia sobre o assunto. Sempre cito o Iplan como o exemplo, é um órgão extremamente técnico que nós reativamos e ele é formado por cargos de confiança, são engenheiros, arquitetos e administradores de alta qualificação e que estudam nossa cidade, propondo novas ideias para o desenvolvimento da cidade e estão preparando nosso Plano Diretor. Esses funcionários representam 4% da nossa folha da pagamento e fazer cortes em cima disso vai representar muito pouco em termos financeiros, é mais uma discussão política e filosófica do que de preocupação financeira.

Assista e entrevista na íntegra na página do portal aRede no Facebook

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