Richa: “É impossível falar do Paraná sem falar de PG”
Governador do Paraná ressaltou importância social, política e econômica da cidade diante dos desafios do Estado nos próximos anos.

Governador do Paraná ressaltou importância social, política e econômica da cidade diante dos desafios do Estado nos próximos anos.
Na eleição de 2014, o governador Beto Richa (PSDB) recebeu pouco mais de 103 mil votos em Ponta Grossa durante o primeiro turno da disputa. A votação expressiva do governador foi refletida pela atenção dedicada pelo Governo do Estado as demandas do município. Na comemoração dos 193 anos de emancipação política da cidade, o governador, em entrevista ao Jornal da Manhã, ressaltou a importância fundamental da cidade no cenário geopolítico do Estado.
Beto falou sobre os investimentos realizados na cidade e que contaram com o intermédio de Governo do Estado. O governador ressaltou que diante da posição geográfica estratégica do município, a cidade é tida como fundamental para o setor econômico, além da importância adquirida na área política. Richa também mostrou ânimo diante da mudança de comando do Governo Federal e dos novos rumos da equipe econômica do país.
Richa ressaltou ainda que Ponta Grossa é responsável por 6% do Produto Interno Bruto (PIB) e com isso apresenta “transformações sociais marcantes”. Além disso, diante desse cenário, o governador acredita que o município reivindica a representação em um “governo estadual democrático como o nosso” – o primeiro escalão do Governo Richa sempre contou com lideranças de Ponta Grossa.
JM: Qual é a importância de Ponta Grossa para o cenário político estadual?
Beto Richa: Repito o que já disse em vezes anteriores: é impossível se tratar da história de nosso Estado sem se referir à Ponta Grossa. É igualmente impossível se falar da economia do Paraná sem se referir à Ponta Grossa, que tem peso significativo para nosso desenvolvimento. E, finalmente, é impossível se considerar a cultura paranaense sem falarmos de Ponta Grossa, de marcantes componentes de nossa formação histórica e cultural. Portanto, a própria existência de Ponta Grossa, o trabalho de sua população e sua consequente evolução mostram a importância do município para o cenário socioeconômico e político estadual.
A cidade tem recebido investimentos significativos do Governo do Estado nos últimos anos. Existe a previsão de novos aportes do Governo em Ponta Grossa? E, se sim, em quais áreas?
Richa: Sim, as duas premissas são verdadeiras. Para enumerarmos alguns dos principais investimentos que Ponta Grossa recebeu nos últimos anos, é possível citar, entre outros: Paccar – R$ 400 milhões; Castrolanda, Batavo e Capal - R$ 180 milhões; TetraPak – R$ 173 milhões; Rodolinea (Hubner) – R$ 90 milhões; Masisa – R$ 55 milhões; Sadia - Expansão da unidade - R$ 30 milhões; BO Packaging – Indústria de Embalagens – R$ 15,6 milhões. Em toda a região dos Campos Gerais, o conjunto de aportes soma mais de R$ 10 bilhões. Ponta Grossa e região têm sido “privilegiadas” por sua logística, com infraestrutura significativa, representada por ferrovia, entroncamento rodoviário com ligações para vários Estados, pelo fato de ser núcleo de uma das regiões mais populosas do Paraná, pela proximidade a Curitiba e aos portos de Paranaguá e Antonina (Ponta Grossa é a quarta maior cidade exportadora do Paraná) etc. Tudo isto, além da qualidade da mão-de-obra disponível, a oferta de ensino técnico e profissionalizante, assim como do ensino universitário com a excelência, a ciência e tecnologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que, entre outros fatores, carrearam e devem continuar atraindo investimentos vultosos em empreendimentos econômicos, com a criação de milhares de empregos e geração de renda na região. O último grande investimento anunciado, de R$ 848 milhões, foi o da Ambev, que gerará 500 empregos diretos e indiretos em Ponta Grossa.
JM: Como o senhor enxerga o papel da cidade para o desenvolvimento da economia do Paraná?
Richa: Fundamental. Desde nossa primeira gestão, Ponta Grossa e os Campos Gerais, que reúne 26 municípios, transformaram-se no segundo maior polo industrial de nosso Estado, com mudanças significativas, inclusive em seu jeito de viver, com transformações sociais importantes. Os Campos Gerais têm hoje mais de 80 mil empreendimentos ativos, incluindo microempreendedores individuais. A cidade polo desta região, Ponta Grossa, teve uma evolução notável em todos os setores. E o potencial de crescimento continua muito grande. Hoje, seu parque produtivo é diversificado: tem indústrias de vários ramos, que vieram se somar àquelas que já existiam e continuarão a ser implantadas devido ao fomento da economia que, acredito, o Brasil passou a viver recentemente. O período da desindustrialização que o país viveu e que, felizmente, foi menos agudo em nosso Estado, deve passar com as medidas a serem implementadas pela nova equipe econômica do governo federal e com esta nova fase política que vivemos no país. Com isto, os 399 municípios em todas as regiões do Paraná receberão investimentos, de todos os portes, e expressivos nas cidades polos. Ponta Grossa continua com um potencial de desenvolvimento muito grande.
JM: Durante o seu governo, ponta-grossenses sempre integraram a equipe. Isso significa prestígio por parte da cidade?
Richa: Sim, claro. Um município do porte de Ponta Grossa, que é polo de toda uma região, próximo a comemorar 193 anos, com história e tradição nesta existência, com cerca de 350 mil habitantes, vivendo um ciclo de desenvolvimento econômico importante, responsável por mais de 6% do PIB paranaense, e transformações sociais marcantes reivindica, por si, a representação em governo estadual democrático como o nosso.





















