Júri absolve suspeitos de 'massacre' em PG

Acusados do crime conhecido como 'Massacre da München' foram absolvidos pelo júri popular realizado ontem, em Curitiba. Massacre causou duas mortes e deixou uma pessoa gravemente ferida no ano 2.000.
Dezesseis anos após um crime que marcou a história de Ponta Grossa, os acusados do ‘Massacre da Avenida München’ foram absolvidos em um júri popular realizado nesta terça-feira (13). Os réus Cândido Antonio Lycenko e Osmael Lycenko foram julgados pelo Tribunal do Júri da Cidade de Curitiba. Eles são acusados de terem envolvimento nos homicídios de Fabrício Mortesen Guimarães Christóforo e Cristiano Pascoal Teixeira da Silva e de tentativa de homicídio contra José Ricardo Rocha.
O júri começou às 9h30 de ontem e seguiu até meia noite.Segundo o advogado Cláudio Dalledone, representante dos réus, os acusados do crime agiram em legítima defesa. “Eles agiram em legítima defesa própria e de terceiros. Ficou comprovado que as vítimas é que traçaram as coordenadas da própria vitimização. Eles mataram para não serem mortos”, aponta o advogado.“As vítimas que iniciaram a confusão e meus clientes se defenderam”, completou Dalledone. Os réus foram inocentados das acusações de duplo homicídio qualificado e uma tentativa de homicídio.
De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, os acusados estavam com alguns amigos ouvindo música e conversando em uma calçada perto da Avenida. Em certo momento, passou pelo grupo uma jovem identificada como Lorena de Geus, que teria sido ‘cantada’ pelo acusado Osmael. Essa situação deu início a uma briga entre o grupo dos acusados e das vítimas. Os réus estavam em menor número e fugiram do local. Momentos depois, o grupo voltou com um revólver calibre .38 e, segundo o MP, assassinaram os dois rapazes. O autor dos disparos, de acordo com a denúncia, teria sido Cândido Antônio.
A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Paraná atendeu ao pedido da defesa, levando em consideração que o pai de uma das vítimas, que também atuava como assistente do Ministério Público, ter criado um incidente com o advogado dos réus. A partir disso, o caso foi transferido para ser julgado na capital do Estado.
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