Aliel ressalta necessidade de novo projeto para Ponta Grossa | aRede
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Aliel ressalta necessidade de novo projeto para Ponta Grossa

Aliel Machado cedeu entrevista ao Portal aRede na sexta-feira
Aliel Machado cedeu entrevista ao Portal aRede na sexta-feira -

Afonso Verner

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Prefeiturável ressaltou proposta de discussão alternativa dos problemas crônicos do município.

Participando da terceira eleição em oito anos, Aliel Machado (REDE) disputa em 2016 o cargo de prefeito de Ponta Grossa. Eleito vereador em 2012 e deputado federal em 2014, Aliel comanda a coligação ‘Cidade Forte Para Todos’ e busca conquistar o cargo de prefeito de Ponta Grossa. O jovem começou na política ainda no movimento estudantil e ressaltou necessidade de um “novo projeto” para a cidade.

aRede: O que te motiva a participar da eleição para prefeito?

Aliel Machado: A eleição é uma oportunidade de se fazer um debate sobre a realidade da cidade que vivemos. Eu fui oposição quando estive na Câmara de Vereadores e como deputado fiz o meu papel, apresentando projetos e trazendo investimentos para a cidade, mas sempre fazendo o contraditório as questões em que eu não concordava aqui no município. Afinal esse projeto que venceu as eleições de 2012 não era o ideal para a cidade, no meu ponto de vista. Com o cenário política apresentado, nós discutimos com um grupo de pessoas que conhecem a cidade e que queriam apresentar um novo projeto. A partir disso tínhamos duas opções muito claras: ou ficar como está ou mudar. O que me motivou foi apresentar esse projeto e eu já tenho a experiência de ter sido gestor na Câmara Municipal.

aRede: De que forma é possível fazer uma cidade mais sustentável?

Aliel: A Sustentabilidade é muito importante não apenas no quesito ambiental, temos uma política falha em vários segmentos, como a corrupção e mobilidade urbana, precisamos de uma cidade sustentável em todos os níveis. Nós vamos modernizar o sistema da Prefeitura que vai facilitar o atendimento das pessoas que mais precisam, revitalizar nossos parques que estão abandonados e implementar um setor para pensar a energia sustentável. Eu sou o único candidato que assinou a carta do programa Cidades Sustentáveis que prevê a superação de metas em várias áreas.

aRede: Em 2014, você participou do desfecho da greve do transporte coletivo na cidade. Essa foi a atitude correta?

Aliel: Fui convidado para uma audiência de conciliação no Tribunal do Trabalho em Curitiba. Naquele momento, a Prefeitura alegava não ter dinheiro para ajudar no subsídio. Importante agora é explicar o que é esse subsídio: o transporte é público e a empresa apenas presta serviço, todas as gratuidades do sistema são pagas por quem arca com a passagem. Na época, se a greve não se resolvesse, a paralisação poderia se estender por muito tempo. Eu apenas dei uma sugestão para a Prefeitura que nem foi aplicada – eu me propus a devolver uma verba que estava reservada para a construção de novos gabinetes na Câmara e, se a Prefeitura quisesse, ela custearia parte dos gastos dessa gratuidade. Naquela época a Prefeitura concordou e assinou o acordo. No outro dia virou politicagem: inventaram um monte de história. O dinheiro acabou custeando folha de pagamento da Prefeitura que estava com dificuldades. Claro que foi uma atitude correta já que depois a minha ideia virou realidade, porque a implantação do programa Passe Livre é custeada pela secretaria de Educação e, consequentemente, pela Prefeitura.

aRede: Como diminuir o valor da passagem em Ponta Grossa?

Aliel: Investindo em mobilidade urbana. Nós temos uma colcha de retalhos no transporte coletivo: cada vez que se cria uma vila, é uma briga para colocar ônibus e isso impacta na planilha do transporte. O dono do serviço é o Poder Público e a empresa apenas presta o serviço, por isso a fiscalização é fundamental. Eu tenho muitas dúvidas sobre o número de usuários do sistema, se de fato esse número é o mesmo que é divulgado como IPK divulgado pela empresa. Vamos estudar a possibilidade de implantar canaletas para os ônibus aqui na cidade, essas vias não têm lombadas e podem ajudar na mobilidade urbana. Agora, não há secreto: existe uma planilha, um contrato e temos que exigir que esse contrato seja cumprido da melhor maneira possível sem prejudicar as pessoas que mais precisam.

aRede: Qual é a proposta para diminuir o gasto salarial da Prefeitura?

Aliel: Diminuir não resolve, o que resolve é ter planejamento para que a eficiência do serviço público seja feita como a cidade precisa. É lógico que vamos coibir os equívocos, vi folhas de pagamento com pessoas ganhando R$ 30 mil, R$ 40 mil por mês. É preciso ter responsabilidade com os gastos públicos. Quando fui presidente da Câmara, valorizando os funcionários de carreira, mas também cortei horas-extras, por exemplo. Vou cortar 50% dos cargos comissionados da Prefeitura de Ponta Grossa – hoje são gastos R$ 1,8 milhão por mês apenas com gastos comissionados. O dado atual é que existem 308 cargos comissionados que o prefeito criou, quando eu era vereador, quase 100 novos cargos comissionados – eu votei contra essa medida. Vou cortar cargos comissionados, valorizar o funcionário de carreira e criar o vale-alimentação porque ele é justo – independente da remuneração do servidor, o vale terá o mesmo valor. Vamos valorizar o servidor público porque ele é essencial para a prestação de um bom serviço.

aRede: Com esse corte, a máquina pública continuaria funcionando da mesma forma?

Aliel: Muito pelo contrário, o que temos é um cabidão de emprego para acordos políticos. Os servidores públicos precisam ser valorizados, eles que conhecem a máquina pública. Muitas vezes, por um cargo político, colocam pessoas em determinados cargos e que nem sabem do assunto. Quero contar com uma equipe técnica para implementar o projeto que preparamos para Ponta Grossa. Agora, não vamos ocupar cargos por acordos políticos – temos casos de que funcionários comissionados foram ao Ministério Público assumir que não tinham o que fazer, que eram fantasmas. Vamos valorizar os servidores públicos e funções importantes da Prefeitura serão ocupadas por funcionários de carreira.

aRede: Como funcionarão os Pontos da Cidadania propostos no seu plano de Governo?

Aliel: Nossa proposta é oferecer serviços públicos gratuitos nos pontos mais distantes da cidade. Esses locais terão os principais protocolos para evitar as que pessoas tenham que ir até o Palácio da Ronda, além do serviço do Samu e da Guarda Municipal. Já me falaram que não existem ambulâncias suficientes, mas durante o nosso mandato nós vamos comprar os veículos que faltam, fazer os concursos necessários para que sejam atendidas essas necessidades. A Guarda Municipal pode cumprir um papel mais próximo da população, com viaturas, telefone exclusivo e trabalhando 24 horas por dia nesses pontos. Vamos fazer funcionar melhor as estruturas já disponíveis e levar elas mais perto das pessoas. É possível de ser feito, o custo não é tão alto e vai beneficiar muito as pessoas que moram mais longe da região central de PG.

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