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Solidariedade e Kuller apresentam denúncia ao TRE

Caso foi apresentado em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (08) e envolve a suposta falsificação de assinaturas

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Afonso Verner

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Caso foi apresentado em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (08) e envolve a suposta falsificação de assinaturas

O presidente do partido Solidariedade (SD) em Ponta Grossa, Marcos Zampieri, e o candidato a prefeito pela Coligação “Somos Todos Ponta Grossa”, Júlio Kuller, anunciaram nessa quinta-feira (08) à tarde, em coletiva à imprensa, o ingresso de denúncia na Justiça Eleitoral. Eles alegaram terem sido vítimas de uma “armação política” nos pedidos de impugnação protocolados em agosto contra a coligação do Solidariedade com o PMB, partido de Julio Küller, e contra Ricardo Zampieri, candidato a vereador.

Segundo Zampieri e Kuller, os pedidos de anulação das candidaturas foram forjados por um grupo que utilizou um filiado do SD como “laranja”. O objetivo seria prejudicar a eleição de Ricardo como vereador e de Kuller como prefeito. Durante a coletiva, Marcos Zampieri apresentou aos jornalistas cópia de uma ata registrada em cartório. Trata-se de um documento escrito de próprio punho por Gilberto Eufrásio da Silva. Ele é filiado ao SD e aparece como autor da denúncia protocolada no dia 12 de agosto contra Ricardo e Kuller.

Na ata, Gilberto sustenta que foi usado por terceiros para prejudicar os dois candidatos. Segundo consta do relato, ele estava em casa, no início de agosto, quando foi procurado por dois homens que pediram para ele assinar um documento e, sem saber ao certo do que se tratava, acabou assinando. Agora, ao saber que era uma procuração para pedir a impugnação dos candidatos, Gilberto diz que foi vítima de uma armação e que nunca intencionou prejudicar Ricardo ou Júlio.

O caso já foi levado ao conhecimento da Justiça Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral. O presidente do SD está inconformado com o que considera uma “armação” e cobra providências. “Um cidadão simples e humilde foi usado como ‘laranja’ para assinar uma procuração. A assinatura foi coletada por um funcionário da Prolar e outro da Câmara Municipal para fins políticos”, assinala.

 Segundo Marcos, Gilberto teria assinado o documento diante do argumento de que aquela era uma ficha de “desfiliação” do Solidariedade. Ele não sabia que sua assinatura seria usada nos pedidos de impugnação das candidaturas. Outro detalhe destacado por Marcos é que ambos os pedidos – rejeitados pela Justiça Eleitoral – foram protocolados por um escritório de advocacia com sede em Curitiba, o mesmo que presta serviços a coligação Ponta Grossa no Rumo Certo. “É no mínimo muito estranho que um cidadão tão humilde tenha contratado um escritório do alto coturno em Curitiba”, comentou Zampieri. A Coligação Ponta Grossa no Rumo Certo não quis se manifestar sobre o assunto.

Julio ressalta campanha limpa

Também durante a coletiva de imprensa, Julio Küller ressaltou que mesmo sendo um dos candidatos com menor tempo de TV e tendo que “enfrentar esse tipo de trapaça”, segue firme na corrida para chegar ao segundo turno. “Eu aposto na política limpa, no olho no olho com as pessoas, e isso tudo que aconteceu não vai nos desanimar, pelo contrário, vai nos deixar ainda mais empenhado em conquistar um futuro melhor para Ponta Grossa”, afirmou Küller.

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