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Adriane ressalta necessidade de renovação na política em PG

Candidata a vice do PPL lembra que a participação da juventude no processo de renovação política é essencial na cidade

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Afonso Verner

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Candidata a vice do PPL lembra que a participação da juventude no processo de renovação política é essencial na cidade

O Jornal da Manhã e o portal aRede realizaram nessa terça-feira (06) uma sabatina com Adriane Lopes (PPL), candidata a vice prefeita na chapa pura do partido. Com experiência na militância no terceiro setor, principalmente em entidades e instituições do setor de assistência social, Adriane disputa a primeira eleição para um cargo público ao lado do também novato, Leandro Soares, candidato a prefeito.

Jornal da Manhã: Qual é a proposta do Partido Pátria Livre para a cidade?

Adriane Lopes: O Partido Pátria Livre é voltado a oferecer uma condição mais igualitária e justa para as pessoas. As condições ofertadas hoje deixam muito a desejar e nós procuramos sempre agregar valores aos jovens. Além disso, hoje em dia a participação da mulher na política deve ser reforçada, por isso reforçamos o convite para tornar mais ativa a participação do setor feminino na política. As mulheres devem ter, de igual para igual, participação na vida pública da nossa cidade.

JM: Candidata, você é usuária do sistema de transporte público da cidade. Como você encara a qualidade esse serviço em Ponta Grossa?

Adriane:Somos oriundos da comunidade e uso o sistema público como um tod, por isso conheço realmente a rotina de mães que tem filhos com deficiências. Sendo assim temos que discutir a dificuldade das famílias que usam o transporte coletivo – atualmente quem tem deficiência e usa o transporte tem que sair de casa cerca de duas horas antes do compromisso. Isso porque o ônibus já chega cheio e muitas vezes você tem que esperar vários veículos até conseguir embarcar. Essa é uma dificuldade muito grande e que temos que avançar nisso, o transporte também tem que ser pensado para quem tem necessidades especiais. Atualmente essas pessoas são invisíveis no sistema de transporte coletivo.

JM: Você tem uma experiência com os trabalhos da Apae e de outras instituições. Atualmente PG enfrenta problemas para pagar as entidades sociais, entre elas a Apae. Qual é a proposta do PPL para resolver esse problema?

Adriane: Esse é um problema recorrente, infelizmente. Desde que acompanho o trabalho da Apae temos essa dificuldade. Cada hora o Poder Público apresenta uma desculpa diferente para isso e as entidades tem que se virar para dar conta dos compromissos financeiros – se as instituições dependessem apenas do convênio com a Prefeitura, a maioria delas já teria encerrado as atividades. Essas instituições tem uma estrutura muito grande para ser mantida e que requer investimentos grandes para o funcionamento. O atraso no pagamento desses convênios é, realmente, uma mazela no nosso município.

JM: Qual é a visão do PPL sobre a renovação na política?

Adriane: A juventude vem protelando a participação na política, mas chegou o momento de mudar. Temos que contar com a participação da juventude porque é, através dela, que vamos conseguir mudar a realidade política do nosso município. Na Apae temos jovens que são exemplos de responsabilidade e participação política – queremos também trazer esse tipo de contribuição para o debate político da Prefeitura.

JM: O PPL é um dos partidos com menor tempo de TV em 2016. Como fazer a campanha diante disso?

Adriane: A mini reforma eleitoral ocasionou esse tipo de situação – partidos pequenos estão cada vez menos possibilitados de participar do pleito. Nós acreditamos realmente na campanha corpo a corpo – vamos aonde realmente a população está. Nós temos esse acesso mais amplo já que moramos em comunidades e conjuntos habitacionais. Temos esse contato direto com a comunidade e essa é nossa vantagem. O tempo curto de TV impacta, mas creio que não será definitivo porque temos acesso ao público de outras formas.

JM: Quais são as propostas mais importantes do PPL?

Adriane: Eu gostaria de ressaltar as propostas para o transporte público. Esse serviço também deveria ser revisto com mais complexidade e urgência. Não temos como deixar isso de lado, temos que adequar o serviço prestado à comunidade. Por isso aponto nossa proposta do anel de integração – o trabalhador de uma empresa que trabalha em Oficinas, por exemplo, pode ir direto para o terminal do bairro e, por exemplo, ir direto para Uvaranas e não para o Centro. Esse anel de integração iria desafogar o terminal central, além de fortalecer o comércio dos bairros com maior movimentação financeira.

Perfil: Adriane Lopes tem 42 anos de idade e disputa pela primeira vez um cargo eletivo na vida pública. A candidata a vice-prefeita na chapa do PPL tem experiência na participação de movimentos e entidades sociais.

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