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Delegado insinua que juiz não lê inquérito e ataca o MP

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Mário Martins

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O crime cometido pelo comerciante Egilson José da Luz, dono do restaurante Luana, na sexta-feira da semana passada, com o resultado da morte do sargento reformado do Exército, Arandy Ferreira da Costa, azedou e relação entre a Polícia Civil e o Ministério Público. O militar vinha sendo investigado pela 13ª SDP por crime de estupro contra o filho do homem que o executou.

A delegada responsável pelo inquérito, Ana Paula Carvalho, lamentou que o promotor Roberto Ouriques, do Ministério Público tenha indeferido o pedido de prisão preventiva do militar o quê, teoricamente, poderia ter evitado a tragédia ocorrida ao meio dia, no cruzamento das ruas XV de Novembro com a Santana, na área central de Ponta Grossa. Neste local, Egilson, conhecido como ‘Gilsinho Cassimiro’ executou Arandy com dois tiros.

A resposta do MP, ao posicionamento da autoridade policial, foi imediata. Para o promotor Roberto Ouriques houve falha na investigação. “No meu parecer, eu afirmei que tanto a criança, como o suspeito, deveriam estar sob monitoramento. Se isso acontecesse, o crime de assassinato não teria sido consumado pelo pai do menor”, enfatizou.

Passados seis dias do assassinato, a declaração do delegado Agostinho Mussilini Junior, da cidade de Imbituva, coloca mais combustível de avião nesta fogueira. Ele insinua que juiz não lê inquérito e que delegaria essa função para o estagiário. “Acontece, na prática, que o juiz (ou seu estagiário) não lê nada, mas prefere ir de acordo com o parecer do Ministério Público, por simples entendimento que este é muito mais «capacitado» juridicamente para analisar o fato do que o Delegado de Polícia. Ou é dissidia do juiz ou é culpa concorrente entre Ministério Público e Judiciário. Ou prevaricação desse último mesmo”, ressalta.

Agostinho, que faz parte do quadro de delegados da 13ª SDP, postou essa declaração na rede social, em relação à matéria do portal aRede.info com o promotor Ouriques. Na mesma página, quem o respondeu foi o criminalista Fenando Madureira, para quem o ‘comentário do delegado foi agressivo e desnecessário’.

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