Setor Cultural de PG quer maior orçamento em 2017
Representantes da Cultura querem que pelo menos 1% do orçamento do município seja empenhado no setor

Representantes da Cultura querem que pelo menos 1% do orçamento do município seja empenhado no setor
Membros do Setor Cultural e ativistas do setor estiveram nessa segunda-feira (05) na Câmara Municipal de Ponta Grossa para apresentar as demandas para a pasta e também para denunciar atrasos no pagamento de editais e concursos da Fundação de Cultural. Ben-Hur Demeneck usou a tribuna da Casa de Leis para cobrar maior atenção na preservação do patrimônio imaterial da cidade.
Participante ativo do Fórum de Cultura da cidade, Ben-Hur lembra que o movimento ‘PG pela Cultura’ nasceu das discussões sobre a necessidade de valorização do setor – a movimentação foi feita via redes sociais e acolheu manifestações plurais, mas tendo como ponto de partida as resoluções aprovadas no Fórum. “Queremos que pelo menos 1% do orçamento do município seja destinado à Cultura e que a pasta não seja fundida com outra secretaria ou fundação”, lembrou Ben-Hur.
O grupo pretende apresentar, ainda nos próximos dias, uma carta compromisso aos cinco candidatos ao cargo de prefeito de Ponta Grossa em 2016. O documento deverá oficializar o pedido de reserva de 1% do orçamento do município para o setor, pedir um reforço no financiamento cultural, exigir o mapeamento de indicadores culturais, sugere a “transversalidade das políticas” e a atualização dos marcos legais que regem o setor.
Ben-Hur afima que a expectativa é contar com a assinatura dos cinco prefeituráveis. “Queremos ter um meio de poder cobrar depois, uma maneira de vincular o setor as propostas de campanha”, salientou o ativista. Demeneck ressaltou que o movimento é apartidário e não reproduz agendas políticas. “Também queremos ouvir as propostas e opiniões dos candidatos para o setor da Cultura”, sinalizou.
Outra demanda apresentada pelo grupo foi o pagamento de editais em atraso da Fundação de Cultura – levantamento de conselheiros dão conta de que a dívida ultrapassa a marca dos R$ 33 mil. “O valor parece pequeno diante do orçamento municipal e apenas um quarto do valor investido para trazer tocha olímpica para PG. Portanto, o problema não é o valor, mas o descaso com quem vive de arte e pensamento. Enquanto isso persistir, seremos uma cidade colonizada culturalmente”, salientou Bem-Hur.
Rangel ressalta projetos resgatados no setor
A Fundação de Cultura foi procurada, mas não se manifestou sobre os atrasos no pagamento de editais e outros compromissos financeiros. Já o prefeito Marcelo Rangel (PPS), candidato a reeleição, informou, também via assessoria, que a Cultura é “uma das prioridades”. “Desenvolvemos projetos inovadores e resgatamos espaços culturais e programas, particularmente o resgate do Sexta às Seis e o Curta sua Orquestra e já investimos em Cultura mais de 1% do orçamento municipal”, defendeu Rangel.





















