Ex-PM é condenado a 26 anos de prisão por homicídio

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou o ex-policial militar Nereu Ortis de Lara, 56 anos de idade, pelo homicídio duplamente qualificado de Jacob Pupo Nigelski, que tinha 39 anos à época. O julgamento aconteceu na última segunda-feira (17). O réu, que tinha 31 anos na época do crime, também foi condenado pela tentativa de homicídio de João Pereira de Lara, então com 31 anos. No total, a pena foi fixada em 26 anos e oito meses de reclusão.
Os crimes foram cometidos há 25 anos, na manhã de 22 de março de 1989, no centro da cidade. Segundo a acusação, as duas vítimas, que trabalhavam como vigilantes de uma agência bancária, foram alvejadas com tiros de revólver calibre 38, disparados por Nereu Ortis de Lara a curta distância e de surpresa, sem que as vítimas tivessem chance de defesa. Jacob morreu na hora. João ficou gravemente ferido, mas sobreviveu, após meses de internação no hospital. Ele compareceu à sessão de julgamento e prestou depoimento na presença dos jurados.
A Promotoria de Justiça relata que os crimes foram cometidos devido a uma discussão sobre o pagamento de horas extras às vítimas pela empresa de vigilância que prestava serviços à agência bancária, da qual Nereu era o gerente. Com base nessa argumentação, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, que os crimes foram cometidos por motivo fútil.
Segundo apurado na investigação do caso, Nereu fugiu após disparar contra as vítimas e dispensou a arma do crime no Rio Tibagi, nas proximidades do aeroporto de Ponta Grossa. No entanto, oito dias depois, o revólver foi encontrado por uma equipe do Corpo de Bombeiros, que vasculhou o leito do rio a pedido da Polícia Civil.
O réu, que se encontra foragido há mais de 20 anos, não compareceu para se defender e foi julgado à revelia. O processo aguarda a prisão do condenado e eventuais recursos das partes.





















