Comércio de PG deverá abrir até mil vagas temporárias neste fim de ano

Diante de um cenário político ainda indefinido, não há a perspectiva de grande aumento em relação a 2015 .
As definições do cenário politico nacional, com finalização do processo de impeachment, são apontadas como fator primordial para uma elucidação ao comércio local para as tradicionais contratações temporárias. Tanto o sindicato dos lojistas (Sindilojas) quanto o sindicato dos comerciários apontam que a consolidação do impeachment e a tomada do poder, em definitivo, por Michel Temer, são necessárias para trazer a confiança dos lojistas e empresários, refletindo, também, nas vendas. Entretanto, mesmo com essa perspectiva, há divergências quanto às estimativas de vagas ofertadas: enquanto um sindicato aponta para a contratação de uma média de 800 pessoas, outro acredita em quase mil contratos.
Independente valor, a certeza é de que, a partir de outubro, diversas lojas iniciam o processo seletivo, seja de forma particular, ou pela Agencia do Trabalhador, que esta ampliando as parcerias com as empresas. “Estamos otimistas; queremos que as empresas contratem o máximo possível. Mas sabemos que quem tem dinheiro para investir, está guardando, por não saber se a Dilma volta ou não. Ainda é cedo para falar em números, a expectativa é de que chegue no mesmo patamar do ano passado, mas pode ser que dê uma aumentada, com o desenvolvimento da economia”, declara João Vendelin Kieltyka, presidente do Sindicato dos Comerciários de Ponta Grossa e Região.
No ano passado, havia a expectativa da contratação de cerca de mil pessoas – número no qual Kieltyka se baseou para fazer a estimativa deste ano. José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista do município (Sindilojas PG), recorda que o momento ainda é bastante delicado. Números do Caged apontam para o fechamento de 691 vagas de emprego somente neste ano, e de 1.127 no acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho de 2016). Assim, com esse corte de custos, ele aponta que essas contratações deverão ficar entre 700 e 900 pessoas. “Se continuar nesse ritmo que estamos hoje, a tendência é cair mais um pouco em relação ao ano passado. Se acontecer o impeachment, acredito que começa a andar, mas ainda está tudo travado”, diz. Ele lembra que os contratos temporários, de 3 meses, também são usados para suprir as férias de antigos funcionários, em janeiro – número o qual já está reduzido.
O Empresário Regis Godoy, proprietário de uma rede de lojas, que inclui Maria Mariá e Paquetá, afirma que as contratações serão iniciadas em novembro. A expectativa é de que sejam mantidas as contratações do ano passado. “Contratamos, do nosso quadro, mais 15%, o que dá mais nove funcionários”, informa.





















