Comércio de PG deverá abrir até mil vagas temporárias neste fim de ano | aRede
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Comércio de PG deverá abrir até mil vagas temporárias neste fim de ano

Maioria das empresas deve iniciar as contratações em novembro
Maioria das empresas deve iniciar as contratações em novembro -

Fernando Rogala

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Diante de um cenário político ainda indefinido, não há a perspectiva de grande aumento em relação a 2015 .

As definições do cenário politico nacional, com finalização do processo de impeachment, são apontadas como fator primordial para uma elucidação ao comércio local para as tradicionais contratações temporárias. Tanto o sindicato dos lojistas (Sindilojas) quanto o sindicato dos comerciários apontam que a consolidação do impeachment e a tomada do poder, em definitivo, por Michel Temer, são necessárias para trazer a confiança dos lojistas e empresários, refletindo, também, nas vendas. Entretanto, mesmo com essa perspectiva, há divergências quanto às estimativas de vagas ofertadas: enquanto um sindicato aponta para a contratação de uma média de 800 pessoas, outro acredita em quase mil contratos.

Independente valor, a certeza é de que, a partir de outubro, diversas lojas iniciam o processo seletivo, seja de forma particular, ou pela Agencia do Trabalhador, que esta ampliando as parcerias com as empresas. “Estamos otimistas; queremos que as empresas contratem o máximo possível. Mas sabemos que quem tem dinheiro para investir, está guardando, por não saber se a Dilma volta ou não. Ainda é cedo para falar em números, a expectativa é de que chegue no mesmo patamar do ano passado, mas pode ser que dê uma aumentada, com o desenvolvimento da economia”, declara João Vendelin Kieltyka, presidente do Sindicato dos Comerciários de Ponta Grossa e Região.

No ano passado, havia a expectativa da contratação de cerca de mil pessoas – número no qual Kieltyka se baseou para fazer a estimativa deste ano. José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista do município (Sindilojas PG), recorda que o momento ainda é bastante delicado. Números do Caged apontam para o fechamento de 691 vagas de emprego somente neste ano, e de 1.127 no acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho de 2016). Assim, com esse corte de custos, ele aponta que essas contratações deverão ficar entre 700 e 900 pessoas. “Se continuar nesse ritmo que estamos hoje, a tendência é cair mais um pouco em relação ao ano passado. Se acontecer o impeachment, acredito que começa a andar, mas ainda está tudo travado”, diz. Ele lembra que os contratos temporários, de 3 meses, também são usados para suprir as férias de antigos funcionários, em janeiro – número o qual já está reduzido.

O Empresário Regis Godoy, proprietário de uma rede de lojas, que inclui Maria Mariá e Paquetá, afirma que as contratações serão iniciadas em novembro. A expectativa é de que sejam mantidas as contratações do ano passado. “Contratamos, do nosso quadro, mais 15%, o que dá mais nove funcionários”, informa.

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