Governo mantém Aeroporto em plano de aviação regional | aRede
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Governo mantém Aeroporto em plano de aviação regional

Apesar do corte no programa, com a redução de 270 para 53 aeroportos contemplados, o Santana está incluso e deverá a começar a receber os recursos já em 2017

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Fernando Rogala

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O programa de investimento do Governo Federal, para fomentar a aviação regional, recebeu um drástico corte. Quando lançado, em 2012, a previsão era de que 270 aeroportos fossem contemplados em todo o país – número o qual foi reduzido em cinco vezes. Agora, serão 53 os contemplados pelos recursos federais, sendo destes, apenas três no Paraná. Entre eles está o de Ponta Grossa. Do restante, 94 foram declarados como ‘inviáveis’ pelo governo, e outros 123 que poderão vir a receber obras, caso haja uma melhora futura na situação econômica do país, ou se houver o subsídio do Estado.

“Nós nem esperávamos ficar fora, porque recebemos vista deles (técnicos do Banco do Brasil, que está operando esse programa) em maio, e eles ficaram surpresos pelas obras que fizemos, mesmo sem apoio de ninguém, e falaram que o que viram iria atender a demanda imediata”, explica Paulo Carbonar, Secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, pasta responsável pelos assuntos relacionados ao aeroporto. Cabe destacar que este é um dos poucos projetos contemplados que ainda não conta com voos comerciais.

Para a ampliação do Aeroporto Santana, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões. Conforme explica Carbonar, o projeto não contempla alterações na pista, mas o aporte em infraestrutura, como a construção de um novo terminal de passageiros, estacionamento para veículos e um novo pátio para aeronaves. “Hoje, cabem só dois aviões. E nesse novo projeto seriam cinco”, completa.

Entre os motivos pelos quais o Santana foi escolhido estão o custo do investimento por passageiro, interesse do Estado e Prefeitura em assumir a operação e o interesse de companhias aéreas. “Um dos diferenciais é o próprio interesse por parte das empresas aéreas e também essa demanda, principalmente pela industrialização e pela demanda de toda a região dos Campos Gerais”, esclarece. Ele afirma que, apesar de ser apenas a Azul interessada em operar, futuramente podem surgir demandas por parte de outras empresas, justamente por esse potencial para os próximos anos.

Investimento ocorrerá em 2 anos

De acordo com o Secretário Paulo Carbonar, esses recursos deverão começar a serem liberados já no próximo ano. Ele afirma que se trata de um projeto para ser consolidado em aproximadamente dois anos. “Não falta mais nada. Só falta a liberação por parte do Banco do Brasil, que é um dos órgãos responsáveis, junto com a Secretaria de Aviação Civil, a SAC”, afirma Carbonar. O secretário esclarece que o projeto está pronto, mas que houve uma leve alteração no inicialmente previsto.

O Projeto

O JM e o portal aRede tiveram acesso exclusivo ao projeto. O novo pátio de aeronaves e o novo terminal de passageiros serão construídos em uma área que hoje é interna, de acesso restrito. Atualmente, a pista de taxiamento e o terminal de passageiros estão construídos mais próximos da cabeceira 8 da pista. Já a nova pista de taxiamento e o novo terminal ficarão localizados próximos do centro da pista de pouso e decolagem.

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