Polícia Civil paralisa atividades de risco em PG e região | aRede
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Polícia Civil paralisa atividades de risco em PG e região

Categoria já realizou duas paralisações em Ponta Grossa
Categoria já realizou duas paralisações em Ponta Grossa -

Sem colete balístico, policiais civis não realizarão o cumprimento de mandados, transporte de presos e operações policiais em Ponta Grossa.

                Uma reunião entre policiais civis da 13ª Subdivisão Policial e 18ª Subdivisão Policial, junto com o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), determinou a interrupção de todas atividades policiais consideradas de risco. Policiais da região de Ponta Grossa (13ª SDP) e Telêmaco Borba (18ª SDP) determinaram que, devido a falta do colete balístico, o cumprimento de mandados, transporte de presos para audiências e operações policiais serão paralisadas para garantir a segurança dos agentes de segurança.

                “As operações serão cessadas porque não temos colete para fazer o acompanhamento e garantir a segurança dos nossos profissionais. Então desde ontem (23) estamos adotando essas medidas”, explica o diretor do interior do Sinclapol, Elter Taets Garcia. Outras medidas foram adotadas na reunião do sindicato, como a retirada de responsabilidade dos policiais sobre os presos nas carceragens das delegacias.

                A categoria entende que ‘cuidar’ dos presos seja responsabilidade dos agentes de cadeia, contratados pelo Departamento Penitenciário (Depen). Com isso, os policiais deixarão de realizar atividades como revistas, repasses de materiais, visitas e banhos de sol para os presos nas delegacias.

                Outra definição da reunião do Sinclapol foi agendar uma nova paralisação nos dias 19, 20 e 21 de setembro, quando completam dois meses que o Governo do Paraná foi notificado sobre as exigências quanto ao Estatuto dos Policiais Civis. “Deixamos claro que a questão não é financeira, mas os policiais não podem se colocar em um risco maior do que o já previsto na legislação. Assim como cuidar dos presos nas delegacias representaria um desvio de função”, completa Elter.

                No último dia da nova paralisação, 21 de setembro, os policiais civis realizam uma reunião geral, em Curitiba, onde será votado o início da greve da categoria no Paraná.

Exigências

Desde o último dia 20 a categoria está em Assembleia Geral Permanente, bem como em estado de greve. “Isso serve de alerta para o Governo do Estado”, afirmou Garcia.

A principal reivindicação da classe diz respeito ao seguimento da tramitação do Estatuto da Polícia Civil. “Esse documento irá prever detalhes que são bem claros, como por exemplo, sobre a valorização da classe em geral; reconhecimento de forma das carreiras; detalhamento de punições e sanções que hoje estão equivocadas e baseadas em estatutos anteriores defasados; entre outros”, detalha o diretor. A não realização de progressão de carreiras e promoções, e adequações ao subsídio proposto em 2013 para pagamento dos salários são mais alguns pedidos. “Por lei não é permitido ter diferença de subsídios dentro de uma mesma classe”, concluiu Garcia.

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