Médico, advogada e filhos viram reféns de bandidos
A advogada Silvia Filipak Biscaia denuncia o sucateamento da estrutura de segurança do Estado, está descrente com a Justiça e não acredita em ações efetivas das instituições policiais para o enfrentamento da violência, em Ponta Grossa. Vítimas de criminosos, ela, o esposo que é médico e o casal de filhos, saíram de casa depois do roubo ocorrido em 18 de fevereiro, mudaram hábitos e convivem com a inquietante sensação deste pesadelo. “Zombaram, nos ridicularizaram, fizeram roleta-russa e nos ameaçaram por quase duas horas. Roubaram aproximadamente R$ 40 mil de nossa casa e até o momento os bandidos continuam impunes”, relata.
Silvia comenta que eventos suspeitos precederam a rendição da família no portão da residência. Um deles, cita, é que a câmera do sistema de vigilância eletrônica da casa dela não funcionou naquela data e que a empresa contratada para realizar este serviço até o momento não deu explicações. Assinala, ainda, que imagens produzidas por câmeras do sistema das casas de vizinhos mostram os suspeitos rondando o seu imóvel. O material está com a delegacia, mas as investigações não avançam. “O delegado Maurício (Maurício Souza Luz), responsável pela investigação, tem boa vontade, é atencioso e responsável. No entanto, ele não tem estrutura para trabalhar e os bandidos sabem disso”, anota.
A advogada assegura que não irá se calar. Ela quer espaço na Câmara de Vereadores para cobrar ações efetivas e conclama todas as pessoas que foram vítimas de criminosos para que denunciem o roubo junto à Ordem dos Advogados do Brasil – subseção de Ponta Grossa. “Vou me reunir com todas essas vítimas e proporei uma mobilização em Ponta Grossa”, finaliza.
Veja os principais trechos da entrevista concedida nesta terça-feira, ao portal aRede e ao Jornal da Manhã, pela advogada Silvia Filipak Biscaia.





















