Empresários de PG cobram mais segurança

Conseg afirma que falta de vagas no sistema prisional faz com que o número de ocorrências siga crescendo.
Mais uma farmácia foi assaltada em Ponta Grossa em plena luz do dia. O alvo da fez, na tarde de segunda-feira, foi um estabelecimento próximo ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, no centro. Um homem armado de faca rendeu os funcionários, levando em seguida o dinheiro que estava no caixa.
O crescimento de casos como esse no município mobilizou ontem mesmo uma reunião na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg). A pedido do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) estiveram presentes representantes da Polícia Militar (PM), Guarda Municipal (GM), Polícia Civil e Polícia Federal. A intenção foi, junto com os empresários, discutir estratégias para tentar diminuir o número das ocorrências. Em apenas uma semana, baseado no relatório divulgado diariamente pela PM, foram mais de dez registros de furtos e roubos a estabelecimentos comerciais na cidade.
“A PM vem realizando seu trabalho, colocando o efetivo na rua. A GM também está com seus novos guardas em patrulhamento. A questão é que isso não está sendo suficiente. As prisões ocorrem, mas não existe lugar para deixar os infratores detidos. A única solução é a Justiça liberá-los. Isso faz com que os casos continuem”, relatou a presidente do Conseg, Jane Vilaca. “Como exemplo temos a Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Ela está superlotada, com mais de 700 detentos”, complementou.
Grupo pretende marcar reunião com secretário estadual
Entre as decisões tomadas no encontro está a procura pelo secretário Estadual de Segurança, Wagner Mesquita de Oliveira. “Pretendemos marcar até o final desta semana uma reunião com ele para expor a nossa realidade”, antecipou a presidente do Conseg, Jane Vilaca. O comandante da PM, major Edmauro Assunção, comentou que ações como essas são importantes para que os órgãos de segurança possam ampliar a sua efetividade.





















