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Ações querem atrair jovens para vida religiosa

Em 2017, Diocese de Ponta grossa terá seis novos padres. Número é o maior em 13 anos no município.

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Em 2017, Diocese de Ponta grossa terá seis novos padres. Número é o maior em 13 anos no município.

O Programa Vida Feliz e a Pastoral Vocacional da Diocese de Ponta Grossa, respectivamente, realizam, amanhã (13), e dia 28 o Rebu Vocacional e o ‘II Comvocação’, encontros que querem levar ao jovem mais informações sobre vocação religiosa e Igreja em suas várias áreas de atuação e missão. O Rebu inicia às 8 horas, no Centro Social Marista Santa Mônica, a um preço simbólico de R$ 5. As inscrições podem ser feitas neste link.

A segunda edição do ‘Comvocação’ acontece, dia 28, no Colégio Marista Pio XII, com inscrição também via link. Ambas as ações acontecem em referência a agosto, o mês das vocações e querem instigar o jovem a pensar sobre a vida religiosa. “A vocação é algo misterioso. É um chamado de Deus. As pessoas podem ouvir ou não”, comenta o bispo dom Sergio Arthur Braschi, ele que vai ordenar, em 2017, seis novos padres. O maior número de ordenações em seus 13 anos de Diocese. “Há alguns anos, houve uma grande mobilização, a ação ‘Dobrar os joelhos, Renovar a Vida”, quando foi pedido para as pessoas rezarem o terço pelas vocações, com a distribuição, inclusive, de 120 mil terços. Acredito que esses seis novos padres seja fruto dessa ação”, avalia.

Conforme o bispo, a Diocese ordenou, este ano, três padres: Roberval Mülhstedt (dia 7 de agosto, Paróquia São Sebastião, Ponta Grossa), Jorge Augusto Chuchene (22 de maio, Paróquia São Miguel, Irati) além de Cristiano Marcos Rodrigues, cuja cerimônia de ordenação acontece dia 21 deste mês, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Irati. Ano passado, foram também três. Em 2018, serão outras três ordenações, em 2019, nenhuma, e, 2020, apenas uma. “Devemos ter descuidado da oração”, brinca dom Sergio, citando que, em 13 anos de Diocese, nunca houve tantas ordenações como as de 2017. “São, no máximo, três por ano”, acrescenta.

O longo processo de formação, segundo dom Sergio, pode ser um dos fatores para esse baixo número de ordenações. O tempo para se tornar padre pode chegar a 11 anos, entre estudo e acompanhamento. “Ao longo deste tempo, muitos acabam discernindo que seria outro o caminho a seguir. Essas seis ordenações de 2017 só vão acontecer se Deus quiser que eles perseverem porque o discernimento vocacional vai até o último segundo do curso. Não é uma questão de estudo, mas de acompanhamento; da pessoa, depende primeiro de Deus, que chama, mas também da pessoa que pode atender ou não esse chamado”, justifica.

Antes de se tornarem padres, os jovens são ordenados diáconos, geralmente na Oitava da Pascoa, domingo da Divina Misericórdia, e ficam em sua paróquia de origem durante alguns meses. “É bom lembrar que estamos falando do clero diocesano secular porque há vocações de congregações religiosas, que nascem aqui mas não servem na Diocese. São os salesianos, cavanis, piamartinos, jovens de famílias daqui e que estão servindo até em outros países”. Ainda conforme o bispo, o clero diocesano secular tem aumentado em números absolutos no mundo e no Brasil. É pequena a quantidade de padres se comparada ao crescimento da população, ela varia de país para país e depende da época.

 “A Europa, tradicionalmente católica, que já mandou missionários para o mundo inteiro tem poucas vocações. Estão precisando de padres. Há brasileiros trabalhando lá. Por outro lado, há muitos padres nos países asiáticos, comunidades minoritárias, mas muito fervorosas. Têm padres da Índia, religiosas da Índia aqui na Diocese”, conta dom Sergio. As congregações femininas enfrentam ainda mais dificuldade, afirma o bispo, lembrando que as famílias têm menos filhos e quando há uma única filha a resistência para que sirva na vida religiosa é maior. “A exceção são essas comunidades mais novas, tipo Shalom, que tem atraído muitas vocações. O carisma da Copiosa Redenção também não pode se queixar... Quanto mais antigas, mais tradicionais, menos atraem”, resume.

Eventos

O Rebu Vocacional é um encontro que estimula a convivência social e a propagação da cultura vocacional. O tema desse ano será ‘Vocação: chamados a uma grande missão’. Haverá oficinas, apresentações artísticas e bate-papo sobre vocações. "O encontro Rebu visa a formação humana, cristã e vocacional de adolescentes e jovens em vista da construção do projeto de vida comprometido com a igreja e a sociedade", explica o irmão Cezar Cavanus, coordenador do Programa Vida Feliz. O início está previsto para às 8 horas, com café da manhã, e o encerramento às 16 horas. O Centro Social Marista Santa Mônica fica na Rua Roma n 360, Bairro Santa Mônica.

A segunda edição do ‘Comvocação’ quer que o jovem conheça mais sobre as diversas vocações da Igreja em suas várias áreas de atuação e missão. Promovido pela Pastoral Vocacional, o encontro será realizado dia 28, no Colégio Marista Pio XII, e pretende reunir adolescentes e jovens catequistas, integrantes de pastorais ou de grupos das mais variadas paróquias. Inicia às 9 horas com o cadastramento e missa, em seguida, às 10 horas. Após, haverá as visitas nos estandes das congregações. À tarde, haverão atrações artísticas, bandas, bate-papo ‘Vocação da Hora’, finalizando ás 17 horas.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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