PG aguarda finalização do impeachment para retomar debate sobre o Arco Norte
Concessionária CCR RodoNorte já demonstrou interesse em realizar a obra e aguarda aval dos governos Estadual e Federal

Concessionária CCR RodoNorte já demonstrou interesse em realizar a obra e aguarda aval dos governos Estadual e Federal
A construção do Arco Norte segue suspensa após a instabilidade do sistema político brasileiro. Com o início do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o debate sobre a iniciativa foi deixado de lado e deve ser retomado com a estabilização do cenário político nacional. A concessionária CCR RodoNorte apresentou uma intenção de executar a obra, tida como fundamental para o crescimento e expansão comercial dos Campos Gerais e do Paraná.
O presidente da empresa, José Alberto Moita, lembra que a RodoNorte já apresentou ao Governo do Estado e ao Governo Federal o projeto do Arco Norte – a obra irá fazer uma espécie de contorno e desviar o trânsito intenso de caminhões que passam pela avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373. A expectativa da empresa é que a obra ‘renove’ a malha viária do corredor de exportações pelos próximos 60 anos.
O projeto do Arco Norte apresentado pela CCR orça a obra em cerca de R$ 500 milhões. Como a construção do Arco não está prevista no atual vínculo de concessão com a empresa, a proposta da CCR é que o contrato de concessão seja estendido por quatro anos. “Essa é uma obra fundamental para o desenvolvimento econômico não só dos Campos Gerais, mas do próprio Paraná e de Estados vizinhos”, lembra Moita.
O presidente da CCR afirma que desde que o processo de impeachment de Dilma teve início, “não houve segurança jurídica” para voltar a discutir a obra. Na concepção de Moita, o Estado precisa da iniciativa privada para investimentos do tipo. “Nós sugerimos um trajeto e uma proposta para o Arco Norte, mas isso pode ser alterado, o que não podemos deixar de lado é a importância dessa obra”, lembrou Moita.
A proposta inicial da RodoNorte é que a extensão do contrato aconteça por quatro anos, dilatando o prazo de concessão até 2025. “Caso a iniciativa privada invista na construção do Arco Norte, nós precisamos do retorno, do nosso lucro justo”, afirmou Moita. Na visão do presidente da CCR, além de qualidade viária e evolução econômica, a realização da obra oferece a região uma movimentação financeira importante.
Empresa abrirá três novas frentes de duplicação ainda em 2016
Para cumprir com as obras previstas em contrato, a CCR RodoNorte abrirá três novas frentes de trabalho ainda em 2016. A empresa já licita o início da duplicação da PR-151 e irá abrir uma frente em Piraí do Sul – no local serão duplicados cerca de 40 KM entre Piraí e Jaguariaíva. A empresa também dará início de outras duas frentes na BR-376, uma em Tibagi e outra em Imbaú.
Segundo dados da CCR, apenas em obras de duplicação e reparos a concessionária empregará até o final de 2016 mais de 1600 pessoas. “As frentes de duplicação geram impostos e empregos para os municípios, mas além disso também são fundamentais para movimentar a economia de cada um desses município”, lembrou José Alberto Moita. As obras de duplicação da PR-151 estavam planejadas para começar apenas em 2017, mas serão iniciadas pela CCR RodoNorte ainda esse ano.
CCR investiu mais de 69% do total previsto em contrato
José Alberto Moita lembra ainda que a empresa deverá contratar nos próximos dias mais R$ 900 milhões em obras – as contratações deverão ocorrer nos próximos 40 dias. Com o investimento, a RodoNorte somará R$ 2,5 bilhões aplicados dos R$ 3,6 bilhões previstos em contrato e que deverão ser investidos nos próximos cinco anos. “Temos como resultado um Estado mais competitivo e pronto para receber mais investimentos de outros setores”, afirma o presidente.





















