Clube de leitura vai debater Holocausto e Segunda Guerra | aRede
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Clube de leitura vai debater Holocausto e Segunda Guerra

Maus é uma história em quadrinhos que conta como um judeu sobreviveu ao Holocausto
Maus é uma história em quadrinhos que conta como um judeu sobreviveu ao Holocausto -

Holocausto e Segunda Guerra Mundial são temas do Clube de Leitura de agosto. Encontro acontece neste sábado, a partir das 14 horas, na Livraria Verbo da Vicente Machado.

               A sequência de elogios sobre a obra selecionada pelo Clube, em seu quinto encontro, começa com o romancista italiano Umberto Eco: “Maus é um livro que ninguém consegue largar. Quando os dois ratos falam de amor, você se emociona; quando eles sofrem, você chora."

                A imprensa mundial destacou a obra desta maneira: "A narrativa mais comovente e incisiva já feita sobre o Holocausto" (Wall Street Journal). "Uma história épica contada em minúsculos desenhos" (New York Times). "Uma obra de arte brutalmente tocante" (Boston Globe).

Homens tratados como animais

Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura.

A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia.

Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

Campo de concentração

Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

O encontro acontece na livraria Verbo da Vicente Machado a partir das 14h e tem reunido cada vez os apaixonados por livros. A medição é feita pelo jornalista e doutor em Ciências da Comunicação Ben-Hur Demeneck.

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